Livio Ribeiro

Livio Ribeiro é mestre em economia pela PUC-Rio e pesquisador do IBRE/FGV, sendo responsável pela cobertura macroeconômica de China e Brasil (com foco no setor externo e na política fiscal), além de consultor macroeconômico da Ativa Investimentos. Anteriormente, foi chefe da divisão de estudos econômicos da FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), e teve inúmeras posições em instituições financeiras brasileiras e globais, cobrindo, além de Brasil e China, países exportadores de commodities na América Latina, África e Oceania. 

Desalinhamento cambial: o que isso nos diz?

Nos idos de 2016, escrevi, junto com meu colega Samuel Pessôa, uma nota técnica delineando metodologias para a avaliação da taxa de câmbio de equilíbrio na economia brasileira[1]. Muito tempo se passou, muita coisa mudou e o debate voltou a ser relevante. A enorme depreciação do real desde o início deste ano ressuscitou a pergunta: estaria nossa moeda fora do equilíbrio?

O inverno chegou: panorama do setor externo

Reduzimos a expectativa de déficit  em conta corrente para US$ 10,5bi (-0,7% do PIB) em 2020, ampliando o déficit para US$ 16,0bi (-1,2% do PIB) em 2021. Mesmo assim, o excepcional momento global levará a perdas de reservas internacionais pouco maiores que US$ 40bi em 2020. Ainda que esperemos, com elevado grau de incerteza, que exista alguma recomposição no ano que vem, esta não será suficiente para compensar as vendas de reservas acumuladas no biênio 2019-2020.

China: o que dá para enxergar até o momento

Passamos por uma crise sem precedentes. Não somente na intensidade – ainda não está claro se a queda da atividade econômica no mundo será menor ou maior do que o evento de 2008/2009 –, mas também pela natureza do fenômeno.

A crise não nasceu no setor financeiro. Ela originou-se no setor real, que em função de uma epidemia, teve que ser desligado, e atingiu o setor financeiro posteriormente.

Mudanças e ruídos no balanço de pagamentos brasileiro

Quando da divulgação dos resultados do setor externo de agosto de 2019, o Banco Central incorporou mudanças profundas que reescreveram a história recente do balanço de pagamentos brasileiro. Aprimorando a compreensão do que foram as transações entre residentes e não-residentes, descobriu-se que operávamos em um nível de déficit em conta corrente mais elevado do que o anteriormente suposto.

Até o passado é incerto

Na divulgação dos resultados do setor externo de agosto de 2019, o Banco Central incorporou mudanças que reescreveram a história recente do Balanço de Pagamentos brasileiro. Novas pesquisas e fontes de dados lançaram outras luzes na análise das transações entre residentes e não-residentes, oferecendo uma compreensão não só mais ampla como, principalmente, mais precisa de nossa situação externa.

Desce a cortina: o espetáculo argentino continua em instantes

Na seção “Em Foco” do Boletim Macro de jun/19, ressaltamos que a Argentina se manteria sob enorme pressão até (pelo menos) o fim deste ano, com forte possibilidade de políticas populistas em meio a uma campanha virulenta, pouco propositiva e que, no melhor cenário, não ajudaria a mitigar as grandes incertezas sobre o comportamento do país nos próximos anos.

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