Fernando de Holanda Barbosa Filho

Pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV-IBRE) desde 2006. Formado na Graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1998, com mestrado em Economia pela Escola da Pós-Graduação de Economia da Fundação Getulio Vargas (EPGE-FGV) em 2001 e pela New York University (NYU) em 2005 e PhD em Economia pela New York University (NYU) em 2006. Foi secretário Adjunto de Política Econômica em 2015. Seus trabalhos recentes focam em mercado de trabalho, produtividade, capital humano, desenvolvimento e crescimento econômico.

Após elevação atípica em 2020, produtividade do trabalho apresenta forte queda em 2021. A interpretação deste resultado, no entanto, ainda requer cautela

A incerteza ainda permanece elevada no Brasil fazendo com que a recuperação do mercado de trabalho ocorra principalmente por meio de ocupações informais. É provável que ocorra uma volta ao padrão de baixo crescimento da produtividade observado no período pré-pandemia.

Produtividade do trabalho no Brasil: uma análise dos resultados setoriais desde meados da década de 1990

O baixo crescimento da produtividade agregada deve-se principalmente ao desempenho do setor de serviços. A dinâmica da produtividade desde 2020 precisa ser interpretada com cautela pois pode ter refletido as mudanças no mercado de trabalho decorrentes da pandemia.

Mercado de trabalho no Brasil: evolução, efeitos da pandemia, perspectivas e propostas

A vulnerabilidade dos trabalhadores foi exacerbada pela pandemia, logo políticas que melhorem as perspectivas de inserção produtiva, como aumento da escolaridade dos trabalhadores e melhorias na intermediação e capacitação no mercado de trabalho, são fundamentais.

1. Introdução

Com queda na margem, produtividade do trabalho se aproxima do nível anterior à pandemia

Após um salto expressivo no segundo trimestre de 2020, a produtividade por horas efetivas desacelerou nos trimestres seguintes. Apesar disso, no terceiro trimestre de 2021 esta medida ainda se encontrava 1,8% acima do nível pré-pandemia, assim como as demais métricas. 

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