Fernando de Holanda Barbosa Filho

Pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV-IBRE) desde 2006. Formado na Graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1998, com mestrado em Economia pela Escola da Pós-Graduação de Economia da Fundação Getulio Vargas (EPGE-FGV) em 2001 e pela New York University (NYU) em 2005 e PhD em Economia pela New York University (NYU) em 2006. Foi secretário Adjunto de Política Econômica em 2015. Seus trabalhos recentes focam em mercado de trabalho, produtividade, capital humano, desenvolvimento e crescimento econômico.

Evolução da produtividade do trabalho no Brasil entre 2010 e 2021 e o potencial impacto da redução da jornada de trabalho

O estudo revela que, para o agregado da economia, a redução da jornada de trabalho para 40 horas terá potencial de reduzir o valor adicionado em 2,9%. Já a produtividade por hora poderá se reduzir em 0,8%. Setorialmente, há grande heterogeneidade

1. Introdução

Produtividade por horas trabalhadas recua no primeiro trimestre

O crescimento da produtividade continua baixo. No primeiro tri de 2026, medida baseada em horas efetivamente trabalhadas recuou 0,5% ante igual período de 2025. Já a produtividade por horas habituais e PO cresceu 0,5% e 0,4%, respectivamente.

Desde 2019, o Observatório da Produtividade Regis Bonelli do FGV IBRE tem divulgado estatísticas de produtividade por população ocupada e por hora trabalhada. Esta última medida considera duas informações sobre o total de horas trabalhadas[1].

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