Ricardo Barboza

Economista, Mestre em Macroeconomia pela PUC-Rio e Professor da Coppead/UFRJ/Alumni.

Vamos falar de histerese?

Este é um tópico extremamente importante, porém bastante negligenciado no debate econômico nacional (e muitas vezes tachado de “coisa de heterodoxo”). Para começar, é preciso ter claro que o PIB de um país pode ser analisado de duas formas, por definição. Primeiro, sob a ótica do PIB potencial – ou do crescimento de longo prazo. Segundo, sob a ótica do hiato do produto – ou dos ciclos econômicos de curto prazo.

Copom das Artes

A política monetária é uma mistura de ciência com arte. Mas o quanto existe de ciência e o quanto existe de arte, isso depende do contexto. Já o tipo de arte que se pratica, isso depende de cada Banco Central.

A essa altura, já se sabe que a recessão causada pelo coronavírus representa a pior crise econômica da história do Brasil. O PIB de 2020 vai sofrer a maior contração anual desde quando há dados disponíveis, mais precisamente desde 1900 (ver gráfico).

Transparência do Banco Central

A política monetária é um poderoso instrumento de política pública. Mudanças na taxa de juros afetam o PIB, a taxa de desemprego e a inflação, variáveis fundamentais para o bem-estar social.

Mas não é fácil a vida de uma autoridade monetária. Decisões tomadas por Bancos Centrais impactam a economia e a inflação após um período razoável de tempo. Isso requer bons modelos de projeção.

A recuperação do PIB brasileiro em recessões: uma visão comparativa

1- Introdução

O atual ritmo de recuperação da atividade econômica no Brasil tem se revelado frustrante. O Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (CODACE) da FGV faz a cronologia, em bases trimestrais, dos ciclos de negócios no Brasil desde 1980. Ao longo de quase quatro décadas, o Brasil enfrentou nove períodos de queda do PIB, conforme indicado na tabela 1.

Deve o BC reduzir a Selic? Réplica a José Júlio Senna

José Júlio Senna é um dos maiores economistas brasileiros, tendo influenciado diversas gerações. Aprendi e sigo aprendendo muito com seus artigos e, por isso, merece o mais profundo respeito. Esta semana, ele nos brindou com uma publicação no Blog do Ibre contribuindo para o debate sobre política monetária no Brasil.

Subscrever Ricardo Barboza