A reforma trabalhista aprovada em 13 de julho entra em vigor no dia 11 de novembro. A reforma adotou mudanças na CLT que vinham sendo debatidas há bastante tempo no Congresso, como, por exemplo: a prevalência no negociado sobre o legislado (PL 4193/2012) e a terceirização (PL 4330/2004). Além desses pontos, a legislação aprovada buscou limitar a interpretação dos magistrados da Justiça do Trabalho, indicando diversas matérias nas quais não caberia mais a interpretação por parte do juiz, como o exemplo das horas in itinere (quando o empregador fornece transporte ao...
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Críticos estão equivocados: reforma trabalhista deve reduzir precarização do trabalhoFernando de Holanda Barbosa Filhohttps://blogdoibre.fgv.br/posts/criticos-estao-equivocados-reforma-trabalhista-deve-reduzir-precarizacao-do-trabalhoFri, 10 Nov 2017 10:45 -0200node/221
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Luz amarela na cabine do Banco CentralJosé Júlio Sennahttps://blogdoibre.fgv.br/posts/luz-amarela-na-cabine-do-banco-centralThu, 09 Nov 2017 09:00 -0200node/220
Uma luz amarela acendeu na cabine de comando da autoridade monetária. Como acontece no dia a dia de qualquer banco central, seus dirigentes estão sempre de olho nos sinais emitidos pelos participantes de mercado. E é conveniente que operem dessa maneira, pois tais sinais revelam o pensamento dominante do mercado acerca da política monetária em curso.
Por diferentes meios, banqueiros centrais costumam comunicar ao público os movimentos de política que pretendem (de maneira condicionada) executar proximamente. A essa comunicação os participantes...
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Réplica a Bráulio Borges: Essa recessão foi a pior ou segunda pior em 120 anosSamuel Pessoahttps://blogdoibre.fgv.br/posts/replica-braulio-borges-essa-recessao-foi-pior-ou-segunda-pior-em-120-anosWed, 08 Nov 2017 09:30 -0200node/219
Na minha coluna da Folha de domingo, dia 5/11/17, notei que o Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (CODACE) divulgou recente relatório estabelecendo que o 4º trimestre de 2016 foi o último trimestre da recessão que começou no 2º trimestre de 2014. Ao todo, foram 11 trimestres de crise, com recuo de PIB entre pico e vale de 8,6%. Foi pior até do que o pior ciclo anterior datado pelo CODACE, do 1º trimestre de 1981 ao 1º trimestre de 1983, com queda total de 8,5%. Evidentemente a evolução da atividade no período recente sofrerá diversas revisões pelo...
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Preços administrados reduzem a chance de IPCA abaixo de 3% em 2017André Brazhttps://blogdoibre.fgv.br/posts/precos-administrados-reduzem-chance-de-ipca-abaixo-de-3-em-2017Mon, 06 Nov 2017 09:30 -0200node/218
O comportamento recente dos preços administrados promete acelerar a inflação no último trimestre de 2017. Segundo o Monitor da Inflação da FGV, o IPCA de outubro poderá subir 0,51%. Se confirmada, esta será a maior taxa registrada pelo índice oficial em 2017. Parte importante desse resultado se explica por aumentos registrados em preços controlados, cujos destaques para outubro são: tarifa elétrica (+3,7%), gás de botijão (+4,0%) e gasolina (+0,6%). Juntos, esses itens devem responder por 40% do resultado do IPCA de outubro.
Para os meses de...
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Para entender a regra de ouro das finanças públicasManoel Pireshttps://blogdoibre.fgv.br/posts/para-entender-regra-de-ouro-das-financas-publicasWed, 01 Nov 2017 12:30 -0200node/217
The Golden rule is there is no Golden rule
George Bernard Shaw (1856-1950)
A regra de ouro das finanças públicas é um princípio que limita o endividamento do setor público aos investimentos. O princípio econômico que justifica essa regra é que o investimento, ao aumentar o estoque de capital público, beneficia várias gerações e não apenas a geração presente sobre a qual recai o ônus de financiar aquele investimento realizado. Dessa forma, é desejável que os custos do financiamento desse investimento sejam absorvidos...
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Chegou ao fim a quarta pior recessão brasileira dos últimos 150 anosBráulio Borgeshttps://blogdoibre.fgv.br/posts/chegou-ao-fim-quarta-pior-recessao-brasileira-dos-ultimos-150-anosTue, 31 Oct 2017 09:15 -0200node/216
O Comitê de Datação dos Ciclos Econômicos (CODACE), da FGV, apontou que o atual ciclo recessivo brasileiro, iniciado no 2º trimestre de 2014, teve seu “fundo do poço” no 4º trimestre de 2016. Ou seja: foram quase três anos de recessão, com uma queda acumulada do PIB total de 8,6% nesse ínterim, cifra que que vai a quase -11% quando se desconta o crescimento populacional do período (sempre em termos dessazonalizados).
Tem sido bem comum apontar essa recessão como a “pior de nossa história”, associando-a, umbilicalmente, à chamada...
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Reforma tributária: dá para piorar?José Roberto Afonso, Vilma da Conceição Pintohttps://blogdoibre.fgv.br/posts/reforma-tributaria-da-para-piorarMon, 30 Oct 2017 09:45 -0200node/215
O sistema tributário brasileiro conquistou recentemente uma liderança mundial, praticamente uma unanimidade, no pior possível.
Já é antigo e notório que nas avaliações de Doing Business, patrocinado pelo Banco Mundial, o Brasil sucessivamente bate recorde como o País em que se gasta mais horas para se conseguir pagar impostos – ou seja, são duas as cargas suportadas pelos contribuintes, o recolhido aos cofres públicos e o custo para compreender e atender as chamadas obrigações acessórias.
A novidade, a que poucos...
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Ciclos de afrouxamento monetário: 2011 e o atualMarcel Balassianohttps://blogdoibre.fgv.br/posts/ciclos-de-afrouxamento-monetario-2011-e-o-atualFri, 27 Oct 2017 10:00 -0200node/214
Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, a taxa Selic foi reduzida pela nona vez neste ciclo de afrouxamento, para 7,5%. Desde a primeira queda, em outubro do ano passado, a taxa básica de juros já recuou 675 pontos-base, e as expectativas são de outro recuo na reunião de dezembro, levando a taxa Selic para 7,0% no fim do ano.
Quando esse ciclo de afrouxamento monetário atual começou, em outubro de 2016, a taxa Selic estava em 14,25%, a inflação (12 meses) em 7,9%, as expectativas para os próximos 12 meses em 5...
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Os 500 anos da Reforma Protestante: Weber tinha razão?Tiago Cabral Barreirahttps://blogdoibre.fgv.br/posts/os-500-anos-da-reforma-protestante-weber-tinha-razaoWed, 25 Oct 2017 09:30 -0200node/213
Cultura e Religião são um dos principais motores de transformações sociais ao longo da história humana. A economia, uma das dimensões do estudo do comportamento humano, não estaria imune aos impactos externos exercidos por mudanças na esfera cultural e religiosa. A Reforma Protestante, iniciada em 31 de outubro de 1517 em Wittenberg, na Alemanha, é um exemplo clássico de como mudanças culturais podem impactar a economia.
À primeira vista, as diferenças entre os países que aderiram à Reforma Protestante e os que não aderiram parecem encontrar...
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Boletim Macro: Reversão cíclica da economia pode adiar melhoria dos fundamentos fiscaisRegis Bonelli (In Memoriam)https://blogdoibre.fgv.br/posts/boletim-macro-reversao-ciclica-da-economia-pode-adiar-melhoria-dos-fundamentos-fiscaisWed, 25 Oct 2017 09:00 -0200node/212Quando, em 1849, o poeta escocês Thomas Carlyle classificou a economia como a “ciência triste” (dismal science) era fácil de entender por que: as previsões dos economistas de então, a começar por Thomas Malthus, eram de fato tristes. Mas o rótulo pegou para muito além disso, em que pese toda a melhoria de padrão de vida desde então. Para muitos, os economistas mantiveram um certo viés pessimista, sempre alertando para o risco de desastres.
Essa história nos veio à mente pela peculiar situação atual da economia brasileira, conforme procuramos retratar neste Boletim: um país que se... -
Evidências empíricas confirmam relevância de medidas subjetivas de bem-estar para o BrasilAloisio Campelo Jr., João Renato Lerípiohttps://blogdoibre.fgv.br/posts/evidencias-empiricas-confirmam-relevancia-de-medidas-subjetivas-de-bem-estar-para-o-brasilTue, 24 Oct 2017 08:00 -0200node/211
Dinheiro traz felicidade? Buscando responder a esta pergunta, o professor Richard Easterlin publicou um artigo em 1974 no qual reuniu dados de 30 pesquisas realizadas em 19 países entre 1946 e 1970. Em seu resultado mais famoso, Easterlin mostrou que a relação positiva entre renda e satisfação com a vida observada para indivíduos de um mesmo país em dado instante do tempo não se confirmava para a média do conjunto de indivíduos ao longo do tempo. Desde então, diversos estudos foram realizados com o objetivo de investigar a associação entre renda e felicidade, alguns...
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Fôlego cearenseSolange Monteirohttps://blogdoibre.fgv.br/posts/folego-cearenseMon, 23 Oct 2017 09:45 -0200node/210
A saída da recessão econômica deverá chegar com mais vigor no Ceará. A queda da taxa de juros real, que permite barateamento do crédito e retomada do consumo, e as operações da Companhia Siderúrgica de Pecém (CSP), que concluirá seu primeiro ano completo de atividades, são os principais vetores que levam o Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), vinculado ao governo do estado, a estimar um crescimento em torno de 1,2% para o PIB do estado em 2017, 0,4 ponto percentual acima do PIB brasileiro projetado pela FGV IBRE no Boletim Macro de outubro....
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Reforma trabalhista pode ajudar na formalização de milhões de trabalhadoresBruno Ottonihttps://blogdoibre.fgv.br/posts/reforma-trabalhista-pode-ajudar-na-formalizacao-de-milhoes-de-trabalhadoresFri, 20 Oct 2017 09:15 -0200node/209
O mercado de trabalho brasileiro apresenta elevado grau de informalidade. Por exemplo, cálculos feitos por meu colega Bernardo Coelho (IBRE FGV), utilizando dados referentes ao segundo trimestre de 2017, sugerem que 46,4% dos brasileiros estavam no mercado informal naquele período. Esse nível elevado de informalidade é prejudicial não apenas aos trabalhadores, que ficam impedidos de gozar dos direitos garantidos por lei, como também para o governo, que reduz sua capacidade de arrecadação.
Inúmeros especialistas têm...
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Quem diria?Claudio Monteiro Considera, Juliana Trecehttps://blogdoibre.fgv.br/posts/quem-diriaFri, 20 Oct 2017 08:15 -0200node/208
Há um ano e meio o Brasil atravessava uma turbulência política e uma recessão sem precedentes, com grave ameaça de retorno a taxas de inflação de dois dígitos, que em maio de 2016 era de 9,3%. Quem diria que haveria, ano e meio depois do impeachment de Dilma, analistas econômicos reclamando que o Banco Central exagerou e reduziu demais (abaixo da meta) a taxa de inflação.
O ICOMEX da balança comercial elaborado pela FGV IBRE registrou aumento de 15,1% no volume exportado e de 18% no volume importado, na comparação entre os meses...
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O Que Esperar de 2019?Armando Castelarhttps://blogdoibre.fgv.br/posts/o-que-esperar-de-2019Thu, 19 Oct 2017 15:45 -0200node/207
O Boletim Focus tem mostrado um cenário cada vez mais atraente para a economia brasileira em 2018. O analista mediano de mercado antevê um 2018 com alta de 2,5% a 3,0% do PIB, inflação de preços ao consumidor abaixo da meta de 4,5%, Selic ainda próxima ao mínimo de 7%, e contas externas relativamente equilibradas. O emprego deve aumentar, o rendimento real também, ainda que talvez menos que este ano, e o crédito deve voltar a se expandir. O consumo das famílias vai crescer, ajudando na eventual recuperação do investimento, que pode surpreender positivamente, ainda que...
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Reforma política e sustentabilidade fiscalBráulio Borgeshttps://blogdoibre.fgv.br/posts/reforma-politica-e-sustentabilidade-fiscalWed, 18 Oct 2017 09:30 -0200node/206
No começo de outubro foi promulgada a Emenda Constitucional 97 (EC 97/2017), mais conhecida como a “reforma política”. As principais novidades foram a vedação das coligações partidárias nas eleições proporcionais e o estabelecimento de uma cláusula de barreira para que os partidos possam acessar o fundo partidário e o tempo gratuito de propaganda no rádio e na televisão.
Em relação a algumas propostas que vinham sendo discutidas (como o famigerado distritão), a reforma aprovada acabou “saindo melhor do que a encomenda”, como bem apontou o...
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E a contração fiscal é ... contracionista!Nelson Barbosahttps://blogdoibre.fgv.br/posts/e-contracao-fiscal-e-contracionistaTue, 17 Oct 2017 13:15 -0200node/205
O debate sobre a hipótese da “contração fiscal expansionista” gerou mais calor do que luz nos últimos 20 anos.
Apresentada inicialmente por Alesina e Ardagna (1998), essa proposição estabelece que um ajuste fiscal pode ser expansionista se os impactos negativos das medidas adotadas sobre a demanda pública forem mais do que compensados pelo impacto positivo da melhora das expectativas e da queda da taxa de juro sobre a demanda privada.
Como qualquer hipótese teórica, a contração fiscal expansionista pode ou não se...
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Inovações tecnológicas aplicadas ao transporte. Regulação para quem?Edmilson Varejão Netohttps://blogdoibre.fgv.br/posts/inovacoes-tecnologicas-aplicadas-ao-transporte-regulacao-para-quemMon, 16 Oct 2017 08:30 -0200node/204
Muito se fala da revolução tecnológica em curso no mundo. O World Economic Forum (2016)[1] prevê que estamos diante do início de uma revolução que está mudando a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Os autores do documento denominam o conjunto de mudanças tecnológicas de Quarta Revolução Industrial. Dentre os avanços previstos, dois deles estão no centro de dois importantes debates legislativos relacionados à mobilidade urbana: a digitalização aplicada ao mercado de táxis e a automação aplicada aos serviços de cobrança embarcada nos ônibus.
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O teto dos gastos e as turbulências que se aproximamLuiz Guilherme Schymurahttps://blogdoibre.fgv.br/posts/o-teto-dos-gastos-e-turbulencias-que-se-aproximamWed, 11 Oct 2017 10:00 -0300node/203
Com todos os seus inegáveis méritos no equacionamento das contas públicas, a emenda constitucional 95 (EC 95), que estabelece teto para os gastos públicos do governo federal, abre uma caixa de Pandora de indagações, incertezas e riscos. Leia na Carta da Conjuntura de outubro/2017.
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A percepção empresarial do Minha Casa Minha Vida e do PACAna Maria Castelo, Itaiguara Bezerra, João Vitor Pereirahttps://blogdoibre.fgv.br/posts/percepcao-empresarial-do-minha-casa-minha-vida-e-do-pacWed, 11 Oct 2017 09:45 -0300node/202
No primeiro semestre do ano, o PIB da construção encolheu 6,6% em relação ao mesmo período de 2016. O desempenho fortemente negativo do setor levou à revisão para pior das projeções: o último Boletim Macro do IBRE, de setembro, projetou retração de 5,7% para 2017.
A despeito do resultado muito ruim na primeira metade do ano, há sinais de que o pior já passou. Em julho e agosto, depois de 33 meses de queda, o emprego com carteira no setor aumentou. No ano, o resultado mantém-se negativo – entre dezembro de 2016 e agosto de 2017, foram demitidos...
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Incerteza impacta investimentos privados? Uma análise empírica dos dados para o BrasilPedro Guilherme Ferreira, Raíra Marotta, Felipi Bruno Silvahttps://blogdoibre.fgv.br/posts/incerteza-impacta-investimentos-privados-uma-analise-empirica-dos-dados-para-o-brasilMon, 09 Oct 2017 09:45 -0300node/201
Desde a crise financeira de 2007/08 temos presenciado um elevado grau de incerteza no mundo (Monthly Global Economic Policy Uncertainty Index). No Brasil, nos últimos anos, uma série de eventos como a recessão econômica, crises políticas, escândalos de corrupção, crises fiscais entre outros, fez também com que a incerteza aumentasse, como podemos observar na figura 1.
Dada a recorrência desses eventos, se faz cada vez mais pertinente entender como os aumentos de incerteza impactam a...
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O debate econômico não precisa de espantalhosManoel Pireshttps://blogdoibre.fgv.br/posts/o-debate-economico-nao-precisa-de-espantalhosThu, 05 Oct 2017 10:45 -0300node/200
O principal trabalho de um economista é buscar a dimensão correta das questões econômicas envolvidas em um determinado problema. Uma contribuição recente dentro desse espírito foi realizada por Bráulio Borges do IBRE que fez um exercício para avaliar qual o efeito das circunstâncias externas à política econômica na recessão de 2014-16. Evidentemente, esse é um exercício complexo e sujeito a uma série controvérsias, mas ao mesmo tempo é capaz de produzir um debate valoroso para a política econômica do país.
A partir de exercícios desse tipo é...
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O impacto da NME: Tréplica (parte II)Bráulio Borgeshttps://blogdoibre.fgv.br/posts/o-impacto-da-nme-treplica-parte-iiWed, 04 Oct 2017 12:30 -0300node/199
Vou partir agora para a segunda parte de minha tréplica, focando mais na dimensão quantitativa. Afinal, não discordo de parte relevante dos argumentos mais qualitativos apontados pelo Macroeconometrista X e pelo Samuel, apenas acho que o “verdadeiro” peso disso na desaceleração é menor do que faz sugerir a narrativa predominante.
Bem, vamos lá. O Macroeconometrista X sabe, melhor do que eu, que os métodos de diferenças-em-diferenças (que eu utilizei) e de controle sintético (que ele utilizou) são concorrentes parelhos, sem nenhuma clara superioridade em favor de um deles. Ambos...
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O impacto da NME: Tréplica (parte I)Bráulio Borgeshttps://blogdoibre.fgv.br/posts/o-impacto-da-nme-treplica-parte-iMon, 02 Oct 2017 15:30 -0300node/198
Antes de iniciar a tréplica aos textos do Macroecometrista X e do Samuel Pessoa, vale relembrar algumas das conclusões que apontei em meu primeiro post: admitindo que o PIB brasileiro venha sofrendo problemas de mensuração, a NME explicaria cerca de 30% da desaceleração do crescimento (considerando o limite superior das minhas contas) em 2012-2017 vs 1999-2011. Trata-se de 1 pp a menos de crescimento por ano, acumulando cerca de 6% do PIB nesse período, o que daria algo como R$ 400 bilhões considerando a projeção para o PIB em 2017. Caso seja ignorada a questão...
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O impacto da nova matriz econômica sobre a economia: resposta a Bráulio IISamuel Pessoahttps://blogdoibre.fgv.br/posts/o-impacto-da-nova-matriz-economica-sobre-economia-resposta-braulio-iiFri, 29 Sep 2017 12:15 -0300node/197
Bráulio Borges postou recentemente interessante texto sobre o impacto da nova matriz econômica (NME) no desempenho econômico do Brasil. Como sempre, Bráulio pensa fora da caixa e consegue, simultaneamente, fundamentar seus argumentos.
Eu e o "Macroeconomista X" oferecemos uma primeira resposta aos pontos de Bráulio. Segue um complemento aos argumentos de Bráulio.
Comparar o Brasil com o Brasil. Até agora o exercício foi avaliar o impacto da NME a partir...
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O impacto da nova matriz econômica: resposta a Bráulio BorgesSamuel Pessoahttps://blogdoibre.fgv.br/posts/o-impacto-da-nova-matriz-economica-resposta-braulio-borgesThu, 28 Sep 2017 11:15 -0300node/196
Escrevi este artigo em coautoria com meu colega de profissão “Macroeconometrista X”. No texto abaixo, respondemos a post de Bráulio Borges neste Blog do Ibre, e mostramos por que as críticas à nova matriz econômica (NME) não são exageradas.
HAMLET (a Horácio): Renuncia ainda um tempo à bem-aventurança,
E mantém teu sopro de vida neste mundo de dor,
Pra contar a minha história da NME.
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Papel histórico das ferrovias no Brasil mostra importância de investir em infraestruturaPaulo Linshttps://blogdoibre.fgv.br/posts/papel-historico-das-ferrovias-no-brasil-mostra-importancia-de-investir-em-infraestruturaWed, 27 Sep 2017 10:30 -0300node/195
Neste ano, aconteceu um fato inédito: a medalha John Bates Clark ‒ prêmio dado a jovens economistas que trabalham nos EUA, com menos 40 anos e cuja pesquisa contribuiu para disciplina ‒ foi dada para um economista que trabalha com História Econômica, o professor de Stanford Dave Donaldson. Ele utiliza dados históricos – muitas vezes coletados após longo esforço –, teoria economia e técnicas econométricas para responder questões importantes de longo prazo. Um exemplo é o seu artigo Railroads of the Raj em que ele quantifica, utilizando dados administrativos ingleses sobre...
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O BC teve que correr atrás... Mas antes tarde do que nuncaBráulio Borgeshttps://blogdoibre.fgv.br/posts/o-bc-teve-que-correr-atras-mas-antes-tarde-do-que-nuncaTue, 26 Sep 2017 09:00 -0300node/194
Com uma variação do IPCA nos 12 meses terminados em agosto deste ano em +2,5% e a chance cada vez maior de que esse índice encerre 2017 com alta inferior ao piso do centro da meta, que é de 3%, reemergiu o debate sobre a postura da política monetária doméstica. Teria sido o BC conservador demais no ciclo de aperto, bem como no timing da distensão monetária? Ou boa parte da forte desinflação inesperada observada nos últimos meses seria reflexo de choques pontuais, sobretudo nos alimentos, sobre os quais a política monetária tem pouca influência?
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Curtindo a vida adoidado... mas o risco é esquecer as reformasLivio Ribeirohttps://blogdoibre.fgv.br/posts/curtindo-vida-adoidado-mas-o-risco-e-esquecer-reformasFri, 22 Sep 2017 11:45 -0300node/193
Taxa de câmbio próxima do nível anterior ao evento JBS, juros e inflação em queda, sinais mais claros de recuperação da atividade e Ibovespa em novo máximo histórico. Quem acompanha o noticiário econômico e vê o comportamento recente dos mercados fica com a impressão de que os economistas estão sempre procurando fantasmas onde eles não existem, e que a tão falada necessidade de reformas estruturais é mais um exagero dos derrotistas de plantão.
Economistas devem tentar ver além. Não é uma questão de procurar fantasmas, mas sim de antecipar...
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Proposta: uma agenda comum mínima entre economistas com diferentes simpatias partidáriasSamuel Pessoahttps://blogdoibre.fgv.br/posts/proposta-uma-agenda-comum-minima-entre-economistas-com-diferentes-simpatias-partidariasThu, 21 Sep 2017 11:30 -0300node/192
Meu colega Nelson Barbosa escreveu instigante texto sobre a evolução da carga tributária brasileira no longo prazo, em que nota que houve forte aumento da carga tributária no governo militar e no governo FHC.
Citando entrevista minha ao jornal Valor Econômico, publicada em 28 de agosto, em que eu afirmei que provavelmente haverá necessidade de aumento da carga tributária, Nelson afirmou que eu sofro de “amnésia seletiva”. O motivo é que, apesar de na entrevista eu mencionar que uma possível fonte de tributação...









