Após o déficit de US$ 4 bilhões em 2014, a balança comercial foi superavitária em 2015 e 2016. A melhora se deveu a uma queda nas importações, associada a uma retração no nível de atividade, superior ao recuo das exportações. A novidade esse ano é que o superávit resulta de um aumento das exportações (19%) superior ao das importações (7,3%) na comparação entre os períodos de janeiro a junho de 2016 e 2017, o que levou a um saldo comercial positivo de US$36 bilhões no acumulado do ano até junho. Voltamos a um cenário similar ao dos anos de 2010/2011, quando a expansão das...
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Deixamos de ser global traders?Lia Baker Valls Pereirahttps://blogdoibre.fgv.br/posts/deixamos-de-ser-global-tradersMon, 03 Jul 2017 15:30 -0300node/143
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Por que o BC ficou atrás da curva: Taxa de juros natural e o atual ciclo monetárioManoel Pireshttps://blogdoibre.fgv.br/posts/por-que-o-bc-ficou-atras-da-curva-taxa-de-juros-natural-e-o-atual-ciclo-monetarioMon, 03 Jul 2017 13:00 -0300node/142
No dia 11 de junho, o Ibre/FGV organizou um debate sobre conjuntura econômica, o segundo do ano. Naquela oportunidade manifestei a opinião de que a política monetária ficou atrás da curva e que isso poderia estar jogando contra a recuperação. Este é um bom espaço para desenvolver esse argumento. Para isso vou aproveitar a recente publicação de Barbosa, Camelo e João (2016).
Nesse artigo, os autores apresentam várias metodologias de cálculo da taxa natural de juros, definida como aquela que equilibra o retorno entre ativos domésticos e externos medidos na mesma moeda[1]. A partir daí...
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A grande importância da nova POF do IBGE, da inflação ao PIBBráulio Borgeshttps://blogdoibre.fgv.br/posts/grande-importancia-da-nova-pof-do-ibge-da-inflacao-ao-pibFri, 30 Jun 2017 13:30 -0300node/139
O IBGE iniciou, em 26/06, a coleta das informações primárias da nova Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) brasileira. Os dados brutos serão obtidos ao longo de 12 meses, tendo por base uma amostra de 75 mil domicílios em 1900 cidades brasileiras. Serão pesquisados hábitos de consumo envolvendo cerca de 4000 produtos. Para mais detalhes, acessar o sítio específico do IBGE sobre essa pesquisa clicando aqui.
Como se sabe, as POFs são pesquisas extremamente importantes, em vários aspectos. Em primeiro lugar, por permitir estimar estruturas de...
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Como a reforma trabalhista pode ajudar a mobilidade urbanaEdmilson Varejão Netohttps://blogdoibre.fgv.br/posts/como-reforma-trabalhista-pode-ajudar-mobilidade-urbanaThu, 29 Jun 2017 14:30 -0300node/138
Duas das principais causas da tarifa elevada dos serviços de ônibus são a configuração das cidades e o hábito dos deslocamentos diários casa-trabalho. Grande parte da população mora distante do seu emprego ou estudo, o que torna necessário longos deslocamentos diários. O local de trabalho/estudo normalmente se concentra em poucas – ou por vezes únicas – localidades comerciais, que convencionamos denominar Centro da Cidade. Para piorar, a maioria das empresas inicia e finaliza a jornada de trabalho aproximadamente na mesma hora.
Nesse contexto,...
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Chefe de família desempregado, dependentes correndo atrásBruno Ottonihttps://blogdoibre.fgv.br/posts/chefe-de-familia-desempregado-dependentes-correndo-atrasWed, 28 Jun 2017 14:45 -0300node/137
A crise brasileira atual tem tido efeitos nefastos sobre o mercado de trabalho. No início deste ano de 2017, o número de indivíduos desocupados ultrapassou a marca dos 14 milhões.
No mesmo período, a taxa de desemprego chegou a 13,7%, seu maior valor desde pelo menos setembro de 1992.
Ademais, em dissonância com as depressões recentes, que tiveram duração média bastante reduzida, a crise atual já persiste por pelo menos onze trimestres. A duração mais extensa desta crise tem levado empresas a demitir até mesmo aqueles...
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Boletim Macro Ibre Junho 2017: Aos trancos e barrancosRegis Bonelli (In Memoriam)https://blogdoibre.fgv.br/posts/boletim-macro-ibre-junho-2017-aos-trancos-e-barrancosTue, 27 Jun 2017 13:00 -0300node/136
Ninguém imaginava que ia ser fácil sair da crise em que estamos desde 2014, o que não significa que não haja saída, ainda que nada trivial. No meio de tanta incerteza, é fundamental ater-se aos fundamentos.
A saída da crise vai ser lenta e difícil porque a recessão dos últimos anos reflete mais que um “simples” ajuste cíclico. A crise é consequência de uma profunda deterioração dos fundamentos econômicos do país, com uma situação fiscal dificílima, uma enorme perda de competitividade industrial e empresas e famílias muito endividadas.
Esse era o quadro antes do vazamento da...
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A incerteza adormecida e a bomba relógio fiscalSalomão Quadros (In Memoriam)https://blogdoibre.fgv.br/posts/incerteza-adormecida-e-bomba-relogio-fiscalMon, 26 Jun 2017 16:15 -0300node/135
Enquanto a palavra incerteza se multiplica nos textos e conversas sobre a recuperação da economia, quando o assunto é inflação a principal dúvida é até que nível a taxa esperada para 2017 baixará.
No início do ano, a mediana das previsões acompanhadas pelo boletim Focus era 4,9%. Agora está em 3,6%. Já há quem afirme que a taxa poderá ser menor do que 3%. Esse resultado deixaria o Banco Central (BC) na insólita situação de ter desrespeitado o limite inferior da faixa de tolerância. Mesmo que se visse forçada a esclarecer esse inédito acontecimento, a autoridade monetária teria...
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"Disregard Doctrine", mais uma fonte de incerteza jurídica no BrasilTiago Cabral Barreirahttps://blogdoibre.fgv.br/posts/disregard-doctrine-mais-uma-fonte-de-incerteza-juridica-no-brasilThu, 22 Jun 2017 13:45 -0300node/134
Empreender é uma atividade altamente arriscada. O empresário se expõe às incertas oscilações da atividade empresarial, que poderiam implicar a perda de todo o seu patrimônio pessoal em caso de quebra repentina. Uma execução judicial de despejo para o pagamento de débito com credores pode levar a vida de indivíduos e famílias à ruína.
Nesse contexto, o aparecimento do conceito jurídico de responsabilidade limitada é um dos grandes marcos no desenvolvimento das instituições econômicas modernas. A noção de responsabilidade limitada estabeleceu a distinção entre bens corporativos,...
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A crise política e a reação do mercadoArmando Castelarhttps://blogdoibre.fgv.br/posts/crise-politica-e-reacao-do-mercadoWed, 21 Jun 2017 11:30 -0300node/133
Cinco semanas atrás veio a público o vazamento da delação premiada da JBS. Desde então, desenvolve-se uma luta feroz nas esferas jurídica, política e, talvez principalmente, da opinião pública sobre o que deve acontecer com o comando político do país. Não há sinal de trégua à vista nessa briga e ninguém parece hoje capaz de prever como ela vai terminar, nem em relação a apontar vencedores e perdedores, nem em termos de definir como as coisas ficarão depois disso.
Para surpresa de muitos, porém, esse quadro não tem gerado no mercado financeiro...
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Pausa na desinflação: seria o hiato menos desinflacionário do que se imagina?Bráulio Borgeshttps://blogdoibre.fgv.br/posts/pausa-na-desinflacao-seria-o-hiato-menos-desinflacionario-do-que-se-imaginaMon, 19 Jun 2017 17:15 -0300node/132
As leituras mais recentes da inflação brasileira, em especial as medidas de núcleo, apontam, grosso modo, que o ritmo de alta de preços varejistas está muito baixo, correndo em torno de 3% a.a. na ponta, em termos dessazonalizados.
Não obstante, o ritmo de desinflação (a segunda derivada do índice de preços) aparentemente estancou nos últimos meses.
À primeira vista, essa pausa na desinflação soa contraditória com o atual quadro de ociosidade na economia brasileira: nas minhas estimativas, baseadas na abordagem de função de produção, o PIB efetivo brasileiro hoje...
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Confiança do consumidor e popularidade do presidente: o reverso de 2009Aloisio Campelo Jr., Viviane Seda Bittencourthttps://blogdoibre.fgv.br/posts/confianca-do-consumidor-e-popularidade-do-presidente-o-reverso-de-2009Mon, 12 Jun 2017 16:15 -0300node/131
Os índices de confiança dos consumidores são variáveis econômicas cuja evolução depende majoritariamente de fatores econômicos mas também de fatores extra econômicos e da forma como os consumidores absorvem estas informações a cada momento.
Entre os fatores de natureza econômica, inflação, emprego, renda e taxas de juros reais são fartamente reportados na literatura como uma influência importante em diversos países (Shapiro e Conforto, 1980, Berg e Bergström, 1996). Choques motivados por conflitos armados, eventos climáticos, crises políticas ou aumento exacerbado da incerteza, por...
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Crise pode abortar tênue melhora de expectativas sobre o BrasilLia Baker Valls Pereirahttps://blogdoibre.fgv.br/posts/crise-pode-abortar-tenue-melhora-de-expectativas-sobre-o-brasilWed, 07 Jun 2017 18:15 -0300node/130
A América do Sul parece ter eliminado um dos problemas que no passado levaram a processos inflacionários que fugiam do controle: bancos centrais descompromissados com a preservação do valor da moeda. É o que mostra a pesquisa realizada pela Sondagem Econômica da América Latina Ifo-FGV no mês de abril.É o que mostra a pesquisa realizada pela Sondagem Econômica da América Latina Ifo-FGV no mês de abril. Falta de credibilidade em relação à política do banco central não é um problema relevante para os países da América do Sul. Em especial, o indicador para o Brasil é melhor do que o da região...
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Quem casa, quer casa - mas é preciso dinheiroAna Maria Castelohttps://blogdoibre.fgv.br/posts/quem-casa-quer-casa-mas-e-preciso-dinheiroTue, 06 Jun 2017 12:45 -0300node/129
O amplo número de fatores que influencia o mercado de edificações residenciais transforma as análises de acompanhamento e projeção da atividade num exercício bastante complexo.
Diz o ditado popular que “quem casa, quer casa”. Mas quem separa, quem vai morar sozinho, todos também querem, assim uma das variáveis mais importantes para ser acompanhada é o de famílias[1] que se formam a cada ano. Essas famílias representam parte significativa das necessidades habitacionais do país. Nesse sentido, a PNAD 2015 dá indicações importantes dessa demanda potencial. Em 2015, surgiram no país 1,...
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Sinais de esperança no PIB do 1º triClaudio Considerahttps://blogdoibre.fgv.br/posts/sinais-de-esperanca-no-pib-do-1o-triMon, 05 Jun 2017 18:30 -0300node/128
Embora previsto, foi com certo desapontamento que o bom resultado do PIB do primeiro trimestre deste ano foi recebido: o PIB cresceu 1% comparado ao quarto trimestre de 2016 e apresentou resultado negativo de 0,4% comparado ao mesmo trimestre do ano anterior. O primeiro número indica uma tendência positiva, embora a velocidade pareça estar superdimensionada.
Já o -0,4% corresponde ao décimo-segundo resultado negativo desde o segundo trimestre de 2014 – ainda que, após chegar a -5,8% no quarto trimestre de 2015, a trajetória se inverteu, tendo a queda se reduzido 2,1 pontos de...
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Os novos riscos depois que Temer "dilmou"Julio Merebhttps://blogdoibre.fgv.br/posts/os-novos-riscos-depois-que-temer-dilmouMon, 05 Jun 2017 16:15 -0300node/127
Se os recentes números da economia trouxeram algum alívio ao governo, como o primeiro resultado positivo do PIB desde 2014 e o prosseguimento do corte da taxa de juros, a cada semana a sustentação da atual gestão vai ficando mais difícil com a sucessão de escândalos e envolvimento de pessoas próximas à cúpula em casos de corrupção.
No episódio mais recente, o ex-deputado Rocha Loures, tido como pessoa próxima ao presidente Michel Temer, foi preso pela Polícia Federal. Ao mesmo tempo, o presidente continua a dar sinais de que pretende lutar pelo seu mandato até o último recurso...
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Debate quente entre ortodoxia e heterodoxiaBlog do Ibrehttps://blogdoibre.fgv.br/posts/debate-quente-entre-ortodoxia-e-heterodoxiaFri, 02 Jun 2017 19:15 -0300node/126
Um debate profundo, cordial e “quente” foi realizado na quarta-feira, 31/5/17, no Centro Cultural da Fundação Getúlio Vargas no Rio, entre os economistas Samuel Pessoa, Nelson Marconi e Nelson Barbosa – o primeiro visto como “ortodoxo”, os dois últimos como heterodoxos.
O vídeo do YouTube, cujo link pode ser acessado aqui, mostra as duas horas e 40 minutos da sessão da tarde do seminário “Desafios da política fiscal para a retomada do crescimento”, que incluem também a equilibrada e instrutiva mediação de Rubens Cysne, diretor da EPGE/FGV, e as...
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O colapso de um modeloFernando Velosohttps://blogdoibre.fgv.br/posts/o-colapso-de-um-modeloFri, 02 Jun 2017 09:45 -0300node/125
Depois de 11 trimestres de recessão e queda acumulada do PIB de 9% até dezembro de 2016, os dados recentes indicavam o início de uma recuperação cíclica da economia. O resultado do PIB do primeiro trimestre de 2017 de fato mostrou crescimento de 1% em relação ao trimestre anterior, em base dessazonalizada, mas diversas análises põem em dúvida a robustez da almejada recuperação.
Os números do primeiro trimestre confirmaram a projeção de uma recuperação pouco disseminada, muito baseada no crescimento da agropecuária, e bastante lenta, com desaceleração no segundo trimestre....
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PTF, ou a "medida da nossa ignorância", faz 60 anosRegis Bonelli (In Memoriam)https://blogdoibre.fgv.br/posts/ptf-ou-medida-da-nossa-ignorancia-faz-60-anosWed, 31 May 2017 13:00 -0300node/124
Em 2017 comemoram-se 60 anos da publicação de um dos mais influentes textos de economia aplicada de todos os tempos. De autoria de Robert Solow, prêmio Nobel de Ciências Econômicas em 1987, “Technical Change and the Aggregate Production Function” veio à luz na publicação The Review of Economics and Statistics de agosto de 1957.
No texto Solow lançou, ao longo de econômicas nove páginas, as bases de um sofisticado instrumental que se revelaria, até hoje, de enorme potência e utilidade para os estudiosos da Economia do Desenvolvimento. Poucas contribuições emparelham com esta.
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A oportunidade da Indústria 4.0 para o BrasilPedro Guilherme Ferreirahttps://blogdoibre.fgv.br/posts/oportunidade-da-industria-40-para-o-brasilTue, 30 May 2017 10:30 -0300node/123
Muito se tem discutido sobre as questões da produtividade do trabalho no Brasil. Estudos mostram que avançamos no acúmulo de fatores de produção por trabalhador, mas não conseguimos aprimorar a eficiência alocativa da economia. Diversas razões são levantadas para justificar esse problema, mas uma delas é particularmente interessante: a alta concentração de empresas pouco produtivas no país reduz a produtividade total dos fatores.
Há inúmeras razões para justificar a alta concentração de empresas improdutivas, como créditos direcionados e políticas de governo que ajudam essas...
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O PAC valeu a pena?Paulo Linshttps://blogdoibre.fgv.br/posts/o-pac-valeu-penaFri, 26 May 2017 18:45 -0300node/122
No seu primeiro governo, o presidente Lula tomou medidas mais institucionais para melhorar o investimento público em infraestrutura no país. Por exemplo, em 2004, ainda no seu primeiro mandato, Lula sancionou a Lei das PPPs (Parcerias Público-Privadas). Essa modalidade de contratação tornou-se uma peça chave para os governos contratarem obras de infraestrutura. Porém, é pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado no começo de seu segundo governo, que o ex-presidente é lembrado na área de infraestrutura.
(este post, que trata dos governos Lula e Dilma, dá continuidade...
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A crise política e o caminho da taxa de jurosJosé Júlio Sennahttps://blogdoibre.fgv.br/posts/crise-politica-e-o-caminho-da-taxa-de-jurosWed, 24 May 2017 17:15 -0300node/121
A atual crise política poderá ter consequências importantes para a condução da política monetária. A curto prazo, o ritmo de flexibilização monetária poderá ser alterado, comparativamente ao anteriormente previsto. A prazo mais longo, o ponto final do atual ciclo de baixa do juro básico também poderá ser distinto do imaginado antes da crise.
Na última sinalização relevante emitida antes da deflagração da crise, o presidente do BC afirmou que os integrantes do Copom ainda não se haviam decidido entre manter o atual ritmo de flexibilização e uma “intensificação adicional...
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Boletim Macro Ibre: Choque na PolíticaRegis Bonelli (In Memoriam)https://blogdoibre.fgv.br/posts/boletim-macro-ibre-choque-na-politicaTue, 23 May 2017 17:00 -0300node/120
A drástica mudança no ambiente político gerada pelos eventos divulgados a partir de 17 de maio aumentou ainda mais a incerteza em relação às perspectivas econômicas do país, com impacto difícil de prever sobre o preço dos ativos e o nível de atividade. Mas, o que virá quando a fase de turbulência que se inicia vier a se dissipar? Até meados de maio os sinais de recuperação da economia brasileira vinham se tornando cada vez mais claros, alimentando a expectativa de que sairíamos da recessão ainda este ano, possivelmente no segundo semestre. E agora? O que mudou? O Boletim Macro do...
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De onde vem nossa crença no Estado onisciente?Claudio Considerahttps://blogdoibre.fgv.br/posts/de-onde-vem-nossa-crenca-no-estado-oniscienteMon, 22 May 2017 18:15 -0300node/119
Em excelente artigo publicado no jornal Valor Econômico em 5 de maio, Armando Castelar Pinheiro, utilizando-se do ferramental de Yuval Harari em "Sapiens: Uma breve história da humanidade", atribui o sucesso do homo sapiens em relação a outros homos que o antecederam ou que com ele conviveram à sua capacidade de compartilhar narrativas imaginadas e tratá-las como se realidade fossem.
Utilizando o instrumental proposto por Harari, Armando se pergunta por que o Brasil não consegue sair da prolongada estagnação em que mergulhou no início dos anos 1980. Por que um país que, nas...
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Em termos recorrentes, déficit primário já atingiu marca de 3,5% do PIBVilma da Conceição Pintohttps://blogdoibre.fgv.br/posts/em-termos-recorrentes-deficit-primario-ja-atingiu-marca-de-35-do-pibThu, 18 May 2017 16:15 -0300node/118
Entender o comportamento do resultado primário ao longo do tempo tem se tornado tarefa muito difícil no período recente. Isso ocorre porque o resultado primário do governo está repleto de eventos atípicos e não recorrentes, que afetam o resultado, mas de forma pontual. Olhar apenas o resultado divulgado não nos diz muito sobre a capacidade de geração de primário no futuro.
Assim, o resultado recorrente – aquele que exclui os eventos atípicos, segundo metodologia nossa[1] – é um bom indicador para analisar os rumos da política fiscal.
Quando olhamos em...
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Feminismo e democracia – o impacto da lei de cotasBernardo Coelhohttps://blogdoibre.fgv.br/posts/feminismo-e-democracia-o-impacto-da-lei-de-cotasWed, 17 May 2017 10:30 -0300node/117
Em meio a avanços nos direitos das mulheres, a representatividade feminina na política segue tímida. Com apenas 51 deputadas federais, 9,9% do total, o Brasil ocupa a 153ª posição no ranking de participação feminina no parlamento.[1]. A lei 12.034/2009 procurou incentivar a participação feminina ao estabelecer uma cota de 30% de candidatas por partido. No entanto, o que passou a se observar foi o lançamento de candidaturas “fantasmas”, ou seja, candidatas sem nenhum voto. Nesse texto, vou abordar o impacto da PEC 134/2015, que está em discussão no Congresso Nacional, e...
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Infraestrutura derruba Brasil no ranking de competitividade: o que fazer?Paulo Linshttps://blogdoibre.fgv.br/posts/infraestrutura-derruba-brasil-no-ranking-de-competitividade-o-que-fazerMon, 15 May 2017 10:00 -0300node/116
O World Economic Forum publica anualmente o Global Competitiveness Index (GCI), um índice que agrega diversos aspectos que influenciam a competitividade de uma economia. Na última edição publicada, a de 2016, o Brasil encontrava-se na 81ª posição de um total de 138 países contidos na lista. Estamos atrás de vários de países da América Latina, como Chile (33º), México (51º), Colômbia (61º), Peru (67º) e Uruguai (73º), e atrás de todos os outros países pertencentes aos BRICS, Rússia (43º), Índia (39º), China (28ª) e África do Sul (47ª). Talvez o mais alarmante é que o...
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Reforma trabalhista piorou no Congresso, mas ainda há tempo de melhorarManoel Pireshttps://blogdoibre.fgv.br/posts/reforma-trabalhista-piorou-no-congresso-mas-ainda-ha-tempo-de-melhorarFri, 12 May 2017 15:15 -0300node/115
A Câmara dos Deputados aprovou em sistema de urgência a minirreforma trabalhista proposta pelo governo. Esse é um assunto importante para adequar as relações entre capital e trabalho do Brasil aos desafios do mundo contemporâneo.
A proposta do governo tentou conciliar os itens com menor polêmica e maior impacto. O mote da minirreforma foi fortalecer a segurança jurídica das negociações coletivas. Para evitar brechas para negociações que pudessem resultar em perdas de direitos essenciais, o governo elencou os itens em que esses acordos teriam garantia de lei.
O cuidado que o...
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Brasil parou por razões internas, e pode voltar a crescer com ações internasSilvia Matoshttps://blogdoibre.fgv.br/posts/brasil-parou-por-razoes-internas-e-pode-voltar-crescer-com-acoes-internasThu, 11 May 2017 23:45 -0300node/114
O desempenho da economia brasileira tem sido de desaceleração desde meados de 2011. Em 2014, houve um agravamento dessa tendência, levando o Brasil a uma das piores recessões de sua história.
Diante desse quadro, o debate sobre os motivos da desaceleração brasileira se intensificou. Em um primeiro momento, foram divulgados estudos do BID e do FMI que enfatizavam os fatores externos como os mais relevantes para a desaceleração da economia brasileira. [1]
Em texto mais recente, Bráulio Borges[2] destaca que “é possível identificar claramente uma interconexão entre a...
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IGP-M de abril: Anatomia de um recordeSalomão Quadros (In Memoriam)https://blogdoibre.fgv.br/posts/igp-m-de-abril-anatomia-de-um-recordeWed, 10 May 2017 10:00 -0300node/113
A divulgação de estatísticas seriais não pode prescindir de referências históricas, que ajudem a situar os números mais recentes na escala em que são medidas. Estamos falando de frases como “esta é a maior taxa em cinco anos “ e outras semelhantes, encontradas com facilidade em títulos de matérias jornalísticas. Para o bem ou para o mal, o resultado presente desperta maior atenção quanto mais distante no tempo estiver a marca superada.
Como as séries estatísticas, especialmente as econômicas, são cheias de flutuações, não é comum que um resultado seja divulgado na condição de valor...
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Plano Marshall e BNDESSamuel Pessoahttps://blogdoibre.fgv.br/posts/plano-marshall-e-bndesMon, 08 May 2017 23:15 -0300node/112
Segundo a Wikipédia, o plano Marshall consumiu US$ 13,1 bilhões do Tesouro norte-americano entre 1949 e 1951, distribuídos da seguinte forma: US$ 5,1 bilhões em 1949, US$ 3,8 bilhões em 1950 e US$ 4,1 bilhões em 1951. A preços de 2016, empregando o deflator do PIB dos EUA como índice de preços, o custo total do Plano Marshall foi de US$ 104 bilhões de dólares, ou US$ 324 bilhões de reais ao câmbio de R$ 3,1 por dólar americano. Entre 2008 e 2014 o Tesouro Nacional do Brasil emprestou – praticamente a fundo perdido – R$ 400 bilhões para o BNDES fazer política contracíclica em função da...









