Alexandre Manoel

Atualmente é sócio da Global Intelligence and Analytics (GIA). Trabalhou na AZ Quest Investimentos (2021-2024), no Ministério da Fazenda/Economia (2003/2004, 2007/2008, 2016/2020), na Prefeitura de Maceió (2013-2016) e no IPEA. Graduado em Economia pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), possui mestrado em Economia pela Fundação Getúlio Vargas (EPGE/FGV-RJ) e doutorado em Economia pela Universidade de Brasília (UnB).

Entre a meta e a execução: o teste de credibilidade fiscal do próximo ciclo

Debate fiscal deixou de ser sobre metas e passou a ser sobre credibilidade de execução. Dissociação entre resultado formal e esforço fiscal efetivo já é precificada pelos ativos. Congresso se torna principal lócus de definição dessa credibilidade.

O debate fiscal brasileiro entrou em uma nova fase.

Antes do ajuste, o diagnóstico: heranças condicionam, mas não determinam trajetórias fiscais

Ponto de partida do Lula 3 foi adverso, mas menos que em outros governos, e sem determinismo fiscal. Dinâmica recente não é só herança, e sim, principalmente, opção por expandir despesas permanentes indexadas, como as atreladas ao salário mínimo.

Reformas microeconômicas: continuidade, tensões e retrocessos como o Saque-Aniversário do FGTS

Novas regras estabeleceram várias travas e reduziram drasticamente a possibilidade de antecipações, provocando queda superior a 80% nas operações de crédito lastreadas no FGTS em poucos meses.

A trajetória das reformas econômicas brasileiras desde a redemocratização evidencia um padrão recorrente: períodos de avanços estruturais convivem com interrupções abruptas, hesitações políticas e retrocessos que comprometem a consolidação institucional de longo prazo.  

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