Livio Ribeiro

Pesquisador associado do FGV/IBRE e sócio da BRCG, especializado em China, economia internacional, países emergentes e setor externo brasileiro. Além disso, é consultor em macroeconomia e em avaliação de políticas públicas, com projetos tanto no Brasil como no exterior. Mestre em economia pela PUC-Rio, possui publicações nas áreas de comércio exterior, economia internacional, finanças públicas, economia do tabaco e relações sino-brasileiras.

 

Quem tem, de fato, uma agenda de ajuste fiscal no Brasil?

As agendas dos principais candidatos à Presidência não apontam caminhos críveis para um ajuste fiscal, e os agentes públicos, no Executivo e no Legislativo, seguem onerando o Erário. Há extenso precedente de mudanças nas regras fiscais, sempre tornando-as mais permissivas. Enquanto o mercado vê um forte ajuste fiscal como inevitável em 2027, não enxergamos nenhum agente público plenamente comprometido com a sustentabilidade fiscal.

Os riscos do uso da Curva de Laffer no debate público brasileiro

A ideia de reduzir impostos para aumentar a arrecadação, desestimulando a não-conformidade tributária, voltou ao debate público. O argumento, baseado no conceito da Curva de Laffer, pode parecer técnico e intuitivo, mas não possui nenhum respaldo no caso brasileiro. A ideia possui fragilidades severas, tanto teóricas quanto empíricas, e, se levada a cabo, aumentará o risco fiscal brasileiro.

Tão longe, tão perto: revisitando o debate sobre o muro fiscal

O muro fiscal (quando o espaço para despesas discricionárias fica tão reduzido que ameaça o funcionamento da máquina pública) ficou mais distante após a EC dos Precatórios (EC 136/2025), mas não foi derrubado. Mesmo utilizando premissas oficiais, um tanto otimistas, um shutdown da máquina pública é altamente provável até o fim da década. Premissas mais realistas anteciparão o debate sobre os limites da atuação do Estado.

Introdução

Precisamos falar sobre o endividamento e a inadimplência das famílias

Aumento do crédito elevou endividamento, comprometimento da renda e inadimplência de pessoas físicas, com famílias de baixa renda mais endividadas,  e boa parte em modalidades com juros altos e sem garantias. Ainda não há sinais de desalavancagem.

Endividamento, comprometimento de renda e inadimplência das famílias

Brasil (2026): experimento monetário em meio ao ciclo eleitoral

2026 terá pressões de demanda, eleições e enorme incerteza externa. BC proativo deve levar Selic a 12% até fim do ano, o que não parece consistente com cumprimento do regime de metas no horizonte relevante, levando à correção de rota em 2027.

Como foi 2025: Restrição monetária, ainda que menor do que a necessária para o cumprimento da meta de inflação

Páginas

Subscrever Livio Ribeiro