Ana Maria Castelo

Mestre em economia pela Universidade de São Paulo (USP), onde também atuou como pesquisadora. Desde 2010 é coordenadora de Projetos da Construção na Fundação Getulio Vargas/IBRE onde comanda e desenvolve estudos e análises setoriais. Também é coeditora da Revista Conjuntura da Construção, publicação trimestral conjunta do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e da FGV. É responsável pela divulgação do INCC-M e da Sondagem da Construção da FGV. É professora da disciplina Economia da Construção no curso de MBA da Construção da FGV.

Sobe a inflação da construção: orçamentos x índices setoriais

Em setembro do ano passado, a Sondagem da Construção do FGV IBRE indicava que a situação corrente dos negócios já havia retornado ao patamar anterior ao início da pandemia. Entre as limitações à melhoria dos negócios, a demanda insuficiente ainda figurava como o principal quesito. No entanto, desde abril, o percentual de empresas apontando o item havia diminuído 18 pontos. Em contrapartida, de agosto para setembro de 2020, houve um salto das assinalações no quesito custo da matéria-prima, que passou de 7,3% para 15,1%.

A retração do investimento público

Sabe-se que a redução dos investimentos públicos contribuiu fortemente para o ciclo de declínio da construção (de 2014 a 2018). Houve uma conjunção de fatos negativos como o fim das obras relacionadas à Copa do Mundo e Olimpíadas, que veio se somar aos impactos da operação Lava a Jato e ao agravamento da situação fiscal em grande parte dos municípios, dos estados e na União.

A recuperação surpreendente da construção

O PIB do segundo trimestre mostrou o impacto negativo da COVID na atividade econômica. Poucos setores surpreenderam positivamente, mas de certa forma, a construção foi um deles.

Parece um paradoxo dizer que a que a retração de 5,7% na comparação com o primeiro trimestre de 2020 tenha sido surpresa positiva, então melhor dizer que foi menos ruim que o esperado.

As estatísticas da habitação no Brasil

O presente artigo atende ao convite feito por Manoel Pires em artigo intitulado “O shut down das estatísticas econômicas” publicado no Blog do IBRE  em 29 de janeiro, quando ele relata casos de descontinuidade ou de redução das bases de dados disponibilizadas pelo governo em diversas áreas. Seguindo sua sugestão, aproveitamos este espaço para registrar questões referentes às estatísticas voltadas à habitação: crédito e déficit habitacional.

Construção: expectativas melhoraram, mas atividade ainda cresce lentamente

Os sinais positivos da atividade da construção estão vindo de todos os lados – PIB, emprego, vendas de imóveis, produção e vendas de materiais de construção. O crescimento está refletindo, em grande parte, o aumento das obras e reformas realizadas diretamente pelas famílias e pequenos empreiteiros, mas também decorre da atividade empresarial.

Construção ainda distante de um novo boom

A Sondagem da Construção, realizada pela FGV/IBRE com as empresas do setor, vem acompanhando o ciclo setorial. Mais precisamente, parte dele, aquela referente à atividade empresarial. Os indicadores que resultam da percepção do empresário sobre seus negócios no momento corrente e suas expectativas já refletiram tanto a fase de maior crescimento, quanto o pior momento do setor. Assim ajudam a entender também o momento atual e a responder à pergunta: há uma recuperação em curso?

O mercado imobiliário e a melhora dos indicadores da construção

Em setembro, o Índice de Confiança da Construção (ICST) retrocedeu 0,5 ponto após uma sequência de três altas. Ainda assim, o indicador se manteve no patamar equivalente ao do último trimestre de 2014, próximo de uma percepção neutra sobre a atividade, mas ainda na zona cinzenta do pessimismo.

Expectativas com o MCMV se reduzem

Semestralmente, desde junho de 2015, a Sondagem da Construção tem introduzido alguns quesitos especiais para as empresas participantes dos programas governamentais Minha Casa Minha Vida (MCMV) e Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Com esses quesitos, é possível avaliar a evolução dos negócios e as perspectivas, assim como diferenciar a percepção dessas empresas daquelas que estão fora dos programas. Ou, em última análise, apontar se os programas estão contribuindo para melhorar o cenário setorial.

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