Ana Maria Castelo

Mestre em economia pela Universidade de São Paulo (USP), onde também atuou como pesquisadora. Desde 2010 é coordenadora de Projetos da Construção na Fundação Getulio Vargas/IBRE onde comanda e desenvolve estudos e análises setoriais. Também é coeditora da Revista Conjuntura da Construção, publicação trimestral conjunta do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e da FGV. É responsável pela divulgação do INCC-M e da Sondagem da Construção da FGV. É professora da disciplina Economia da Construção no curso de MBA da Construção da FGV.

As estatísticas da habitação no Brasil

O presente artigo atende ao convite feito por Manoel Pires em artigo intitulado “O shut down das estatísticas econômicas” publicado no Blog do IBRE  em 29 de janeiro, quando ele relata casos de descontinuidade ou de redução das bases de dados disponibilizadas pelo governo em diversas áreas. Seguindo sua sugestão, aproveitamos este espaço para registrar questões referentes às estatísticas voltadas à habitação: crédito e déficit habitacional.

Construção: expectativas melhoraram, mas atividade ainda cresce lentamente

Os sinais positivos da atividade da construção estão vindo de todos os lados – PIB, emprego, vendas de imóveis, produção e vendas de materiais de construção. O crescimento está refletindo, em grande parte, o aumento das obras e reformas realizadas diretamente pelas famílias e pequenos empreiteiros, mas também decorre da atividade empresarial.

Construção ainda distante de um novo boom

A Sondagem da Construção, realizada pela FGV/IBRE com as empresas do setor, vem acompanhando o ciclo setorial. Mais precisamente, parte dele, aquela referente à atividade empresarial. Os indicadores que resultam da percepção do empresário sobre seus negócios no momento corrente e suas expectativas já refletiram tanto a fase de maior crescimento, quanto o pior momento do setor. Assim ajudam a entender também o momento atual e a responder à pergunta: há uma recuperação em curso?

O mercado imobiliário e a melhora dos indicadores da construção

Em setembro, o Índice de Confiança da Construção (ICST) retrocedeu 0,5 ponto após uma sequência de três altas. Ainda assim, o indicador se manteve no patamar equivalente ao do último trimestre de 2014, próximo de uma percepção neutra sobre a atividade, mas ainda na zona cinzenta do pessimismo.

Expectativas com o MCMV se reduzem

Semestralmente, desde junho de 2015, a Sondagem da Construção tem introduzido alguns quesitos especiais para as empresas participantes dos programas governamentais Minha Casa Minha Vida (MCMV) e Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Com esses quesitos, é possível avaliar a evolução dos negócios e as perspectivas, assim como diferenciar a percepção dessas empresas daquelas que estão fora dos programas. Ou, em última análise, apontar se os programas estão contribuindo para melhorar o cenário setorial.

A construção digital parte 2

Em março último, a Sondagem da Construção incluiu algumas questões relativas ao Building Information Modeling (BIM), com o objetivo de verificar o conhecimento e uso da tecnologia entre as empresas da construção. O tema foi tratado neste post no Blog do Ibre, publicado em abril. A pesquisa foi realizada novamente em setembro, com novas questões, desta vez buscando saber quais as fases de uso, assim como as razões para a não utilização da tecnologia.

A (lenta) retomada do mercado imobiliário

Em maio, o Índice de Confiança da Construção (ICST), livre de influências sazonais, registrou alta de 0,4 ponto em relação a abril. No segmento de Edificações Residenciais, o indicador subiu 1 ponto. Na comparação interanual, a alta foi de mais de 10 pontos para o indicador das empresas do segmento residencial, enquanto o índice Geral subiu 8,3 pontos.

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