No acumulado até jul/26, o saldo geral de empregos formais foi 29% menor do que no acumulado até jul/25. O comércio fechou 7.086 postos, único grupamento negativo no acumulado do ano.
Ao controlar os efeitos da educação/demografia, o mercado de trabalho teria desempenho mais modesto, com maior desemprego e menores taxas de participação, ocupação e renda, indicando menor dinamismo na geração de emprego.
Em junho de 2026, saldo formal de empregos somou 145.161 vagas, superando projeções do mercado, mas com queda de 10,4% ante junho de 2025. Tanto o mês quanto o acumulado do semestre (921.645 postos, ou recuo de 25,0%) são os piores desde 2020.
Ampliação do endividamento das famílias, efeito modesto da isenção do Imposto de Renda, mudanças estruturais no perfil da população brasileira e alta nos preços da alimentação ajudam a explicar piora na percepção do bem estar da população.
Controlando efeitos da evolução da educação/demografia, mercado de trabalho apresentaria desempenho mais modesto. Taxa de desemprego seria mais elevada que dado oficial. Já taxa de participação, nível de ocupação e renda seriam inferiores.
Em abril de 2026, o saldo formal do Novo CAGED caiu para 85.888 vagas, queda de 63,9% ante abril de 2025 e 64,3% ante abril de 2024. É o pior desempenho no CAGED para o mês de abril desde 2020. Todos setores da pesquisa recuaram em relação a 2025.
Em março deste ano, o saldo formal de 228.028 postos surpreendeu as projeções devido ao efeito de calendário, mas o trimestre acumulou queda de 9,1% ante 2025. Indústria (-26,2%), Agropecuária (-72,0%) e Comércio (-149,2%) sofreram fortes recuos.
Controlando pela educação e demografia, mercado de trabalho apresentaria desempenho um pouco mais fraco: desemprego seria maior e taxa de participação, nível de ocupação e rendimento seriam bem menores do que o observado nos dados oficiais.
Em fevereiro de 2026, o saldo do trabalho formal do Caged caiu para 255.321 vagas, com queda de 42,0% ante fevereiro de 2025 e de 17,0% ante fevereiro de 2024. Todos os setores recuaram. Intermitentes ganham peso e batem recorde em 12 meses.
Apesar da melhora expressiva ocorrida no mercado de trabalho brasileiro, os indicadores de confiança do consumidor do FGV IBRE não apontam para um cenário tão favorável, em especial dentre aqueles que possuem renda mais baixa.