Lia Baker Valls Pereira

Pesquisadora da área de Economia Aplicada da FGV/IBRE e Professora da Faculdade de Ciências Econômicas da UERJ. Principais áreas de interesse e publicações: acordos comerciais e a agenda brasileira; relações econômicas bilaterais do Brasil no campo do comércio e da economia política; o Brasil no comércio mundial de mercadorias e serviços; Sondagem da América Latina; balança comercial e indicadores; politica comercial dos Estados Unidos; e China.

O Acordo Brasil-Chile tem que avançar para outros países

O Brasil possui um acordo de livre comércio de mercadorias com o Chile, desde 1996, e em abril do presente ano os governos dos dois países anunciaram que iriam iniciar negociações para a realização de um novo acordo. Esse seria um acordo amplo de nova geração, onde questões não tarifárias e práticas regulatórias são incluídas. Em 20 de outubro foi anunciado o término das negociações e no dia 21 de novembro o acordo foi assinado pelos presidentes.

Exclusão de plataformas reduz crescimento do volume importado de 25% para 12% entre agosto de 2017 e de 2018

No Boletim ICOMEX elaborado pela FGV/IBRE, divulgado no dia 14/09 (disponível no Portal do Ibre), foi analisado o efeito da inclusão ou não das plataformas de exploração de petróleo nos índices de volumes da balança comercial. A motivação para esse informe foi uma nota divulgada pelo MDIC em 6 de julho.

O acordo México-Estados Unidos não sinaliza um freio ao protecionismo de Trump

O acordo Estados Unidos-México, anunciado no dia 27 de agosto, não é um recuo do protecionismo de Trump. O exemplo mais citado se refere às mudanças nas regras de origem para automóveis de passageiros, caminhões leves e autopeças. A exigência de conteúdo local para que esses bens possam cruzar as fronteiras livres de tarifas de importações passou de 62,5% para 75%.

A batalha comercial China-Estados Unidos

Donald Trump cumpriu sua promessa e iniciou em 2017 três frentes de “batalha comercial” contra a China através da abertura de investigações sob o amparo da legislação de comércio exterior dos Estados Unidos. Os resultados das investigações foram anunciados e as medidas adotadas divulgadas entre janeiro e abril. A China respondeu pedindo a abertura de 2 painéis de solução de controvérsias na OMC (Organização Mundial de Comércio), ainda em negociação, e com o anúncio de uma possível imposição de sobretaxas de importações oriundas dos Estados Unidos.

Abertura comercial e produtividade: a economia política de uma reforma tarifária

O Ministério da Fazenda encaminhou para a Camex (Câmara de Comércio Exterior) uma proposta de redução das tarifas de importações incidentes sobre bens de capital e de informática. No caso de bens de capital, o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério chamou atenção que enquanto a média da tarifa de importação incidente sobre bens de capital no mundo é 4%, no Brasil é de 14%.

Quais são as consequências da decisão de Trump de elevar tarifas sob a égide da Seção 201?

Em artigo publicado na Revista Conjuntura Econômica de novembro de 2017, tratamos das investigações iniciadas no governo Trump que representavam os primeiros testes do viés protecionista do seu governo e estavam direcionadas principalmente para a China. A investigação sobre transferência de tecnologia (Seção 301) foi tratada aqui em post de 13/11/2017 e até o momento não foi concluída.

É questionável que aumento de exportação de automóveis em 2017 se deva à maior competitividade

As exportações de automóveis cresceram 43% e contribuíram com 6% para o aumento das exportações entre 2016 e 2017. O desempenho levou a que os automóveis ocupassem o quinto lugar na lista dos principais produtos exportados, o que não ocorria desde 2007. Essa expansão reflete ganhos de competitividade? O que mostram os dados?

Em 2017, balança tem recorde e aumenta dependência por commodities. E 2018?

A balança comercial fechou o ano de 2017 com superávit de US$ 67 bilhões, o maior valor jamais registrado. Diferentemente de 2015 e 2016, quando os superávits foram obtidos pela queda mais acentuada nas importações do que nas exportações, o de 2017 foi acompanhado pelo aumento das exportações em 18% e das importações em 9,6%. Os superávits de 2015 e 2016 foram o resultado da recessão econômica que levou ao recuo das importações, o de 2017 foi liderado pelas exportações.

Trump manda investigar a China no tema de transferência de tecnologia: conflito comercial à vista?

O Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, sigla em inglês) acatou, em agosto, o pedido do Presidente Trump para iniciar uma investigação sobre a China no contexto da Seção 301 que integra a legislação de comércio exterior dos Estados Unidos. O governo dos Estados Unidos acusa a China de atuar de forma “não razoável, discriminatória e onerosa” em relação aos interesses comerciais dos Estados Unidos no campo dos direitos de propriedade intelectual e transferência de tecnologia.

Sondagem Econômica da América Latina*: a distância da região em relação ao mundo

O Indicador Ifo/FGV de Clima Econômico da América Latina (ICE) – elaborado em parceria entre o Instituto alemão Ifo e a FGV[1] - referente ao mês de julho e divulgado no dia 10/08 mostrou que a distância entre o indicador para a região e o mundo permanece. Enquanto o ICE para a América Latina recuou entre abril e julho e está numa zona desfavorável (abaixo de 100 pontos), o ICE do mundo ficou estável e numa zona de avaliação favorável (acima de 100 pontos).

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