Como se sabe, em grande parte a oferta de trabalho no Brasil, seguindo padrões do resto do mundo, se reduziu fortemente devido aos efeitos diretos da pandemia. Isto é, as pessoas, com medo de se contaminarem com coronavírus, preferiram ficar em casa a continuar a trabalhar ou procurar uma nova ocupação. Como se vê pelo Gráfico abaixo, o impacto observado levou a Taxa de Participação ao seu nível mais baixo da série histórica da PNAD Contínua, mais de 5 pontos percentuais abaixo de seu media ao longo do período.
A pandemia trouxe grandes impactos sobre o mundo, e o Brasil foi especialmente afetado por esta. Como se vê no Gráfico abaixo, em termos de mortes diárias relativas à população, o Brasil tem permanecido nas primeiras posições, acumulando atualmente cerca de 150 mil registros de mortes por Covid-19.
Temos publicado mensalmente neste espaço, artigos falando sobre os severos impactos da pandemia do coronavírus que elevou de forma extraordinária a incerteza na economia, gerando grandes distorções no país, em especial no mercado de trabalho.
Em meio a crises econômicas, com altas da taxa de desemprego, aumento do número de trabalhadores procurando qualquer ocupação, com qualquer rendimento, a renda média tende a sofrer forte queda. Como se vê pelo gráfico abaixo, de fato o volume de ocupações no Brasil experimentou grande redução, e está atualmente em seu menor nível em toda série histórica da PNAD Contínua.
Os microdados de agosto da PNAD Covid-19 foram divulgados nessa quarta-feira (23/09), permitindo uma análise detalhada das tendências recentes dos rendimentos da população brasileira naquele mês. Uma das variáveis mais importantes presente na pesquisa é, justamente, o auxílio emergencial, que tem tido grande papel para o alívio na renda de parte significativa dos trabalhadores informais, desempregados desalentados no período.
O mercado de trabalho no Brasil, após a pandemia, foi fortemente impactado. Como se sabe, o volume de empregos se reduziu consideravelmente desde março de 2020, chegando 82 milhões no mês de junho de 2020, segundo a PNAD Contínua mensalizada.
Os eventos dos últimos meses associados à pandemia do coronavírus, elevou de forma extraordinária o nível de incerteza em relação ao desempenho da economia gerando grandes distorções no país, em especial no mercado de trabalho.
Recentemente, publicamos neste mesmo espaço, um texto falando dos severos impactos da pandemia do coronavírus no mercado de trabalho brasileiro que tem elevado de forma extraordinária a incerteza na economia, gerando grandes distorções no país, em especial no mercado de trabalho.[1] Faremos neste texto uma atualização destes impactos tomando como referência a recente divulgação dos dados da Pnad Contínua, por parte do IBGE, que agregada os principais indicadores de mercado de trabalho
O Auxílio Emergencial foi instituído em abril de 2020, com o objetivo de, em meio à pandemia, cujo impacto foi mais forte no mercado de trabalho informal, repor os rendimentos das famílias afetadas pela crise econômica desencadeada por esta.
A questão da política social do Brasil pós pandemia continua provocando grandes debates. Em geral, economistas e outros especialistas se dividem em dois polos: a adoção de uma renda básica, de um lado; ou um programa de maior focalização, como o Bolsa Família (BF), do outro.
O IBRE elegeu a produtividade como uma das preocupações centrais de sua missão institucional de contribuir para o debate sobre o desenvolvimento do país. Com esse objetivo, o site Observatório da Produtividade - Regis Bonelli reúne uma ampla base de dados, estudos e análises sobre a produtividade, com o objetivo de fornecer informações para uma maior compreensão do tema e contribuir para a formulação de políticas públicas que possam aumentar a produtividade e impulsionar o crescimento. Acesse Observatório da Produtividade - Regis Bonelli.
Fábio Giambiagi é obcecado pelos dados. É com essa obsessão e uma bagagem de quase quatro décadas acompanhando temas fiscais que o autor lançou uma radiografia da política fiscal brasileira no livro “Tudo sobre o déficit público” que é uma boa sugestão de leitura para quem deseja aprender sobre a evolução histórica das contas públicas no Brasil e seus desafios. Leia mais aqui.