Brasil ingressou, em abril de 2021, em território de recorde histórico no ‘índice de mal estar’, que combina desemprego e inflação. Para os próximos meses, expectativa é de novas altas da inflação e de manutenção do elevado desemprego, devido à maior taxa de participação.
Com mudanças nos indicadores de renda do IBGE, há hoje dificuldade de realizar análises dessa variável no médio prazo. Com os ajustes necessários, decompõe-se a variação dos rendimentos por efeito nível e composição, expondo trajetória negativa da média por cada grupo ocupacional.
Diferentes fatores têm atuado em direções opostas, causando a estabilidade da taxa de participação brasileira, que deve se manter no segundo trimestre de 2021, caso os parâmetros se comportem como projetado.
A taxa de desconforto, que combina desemprego com inflação, mostra o Brasil em posição ruim relativamente ao restante do mundo. País fica atrás apenas da Turquia na OCDE. Dados mensais revelam piora acelerada, com o indicador a ponto de passar máxima de agosto de 2016.
Os eventos associados à pandemia da Covid-19 elevaram de forma extraordinária o nível de incerteza em relação ao desempenho da economia e tiveram impactos negativos sobre a atividade econômica e em especial sobre o mercado de trabalho brasileiro.
Nos últimos meses, o Brasil passou por um de seus mais dolorosos momentos desde o início da pandemia do Covid-19, com aumento vertiginoso dos casos e óbitos relacionados à pandemia. De fato, a chamada segunda onda – ainda que o Brasil não tenha conseguido controlar a primeira – atingiu fortemente o país, superando os níveis do primeiro pico.
A PNAD Covid-19 chegou a sua última edição, referente a novembro deste ano. Com ela, é possível avaliar como se comportaram os rendimentos da população ao longo da pandemia – que, infelizmente, está chegando à sua segunda onda no Brasil.
Diante da escalada dos eventos nos últimos meses associados à pandemia do coronavírus, o nível de incerteza em relação ao desempenho da economia brasileira tem se elevado de forma extraordinária e irá gerar grandes distorções no país, em especial no mercado de trabalho. Desse modo, faz-se necessário, mais do que nunca, a análise de pesquisas de alta frequência, de modo a ter estimativas mais precisas do impacto da crise ao longo dos últimos meses.
Temos publicado mensalmente neste espaço artigos falando sobre os severos impactos da pandemia do coronavírus, que elevou de forma extraordinária a incerteza na economia, gerando grandes distorções no país, em especial no mercado de trabalho.
A pandemia teve um grande impacto sobre o mercado de trabalho, mas também introduziu grandes dúvidas sobre a análise relacionada a este, principalmente no período de recuperação. Em relação ao Caged, por exemplo, para o qual empresas registram admissões e desligamentos de empregos com carteira assinada, o Gráfico abaixo mostra que, após acumular uma redução de quase 1,5 milhão de vagas com carteira assinada entre março e junho, o Caged registrou saldo positivo de mais de 150 mil em julho e agosto.
O IBRE elegeu a produtividade como uma das preocupações centrais de sua missão institucional de contribuir para o debate sobre o desenvolvimento do país. Com esse objetivo, o site Observatório da Produtividade - Regis Bonelli reúne uma ampla base de dados, estudos e análises sobre a produtividade, com o objetivo de fornecer informações para uma maior compreensão do tema e contribuir para a formulação de políticas públicas que possam aumentar a produtividade e impulsionar o crescimento. Acesse Observatório da Produtividade - Regis Bonelli.
Fábio Giambiagi é obcecado pelos dados. É com essa obsessão e uma bagagem de quase quatro décadas acompanhando temas fiscais que o autor lançou uma radiografia da política fiscal brasileira no livro “Tudo sobre o déficit público” que é uma boa sugestão de leitura para quem deseja aprender sobre a evolução histórica das contas públicas no Brasil e seus desafios. Leia mais aqui.