Viviane Seda Bittencourt

Mestre em Finanças e Economia Empresarial pela Escola de Pós-Graduação em Economia (EPGE/FGV) e bacharel em economia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Coordenadora da Superintendência Adjunta de Ciclos Econômicos do IBRE, responsável por diversas pesquisas como:  Sondagem do Consumidor, Sondagem de Bem-Estar, Formação de Preços, Competitividade, Crédito e outras.

Empresas acreditam que mudanças vieram para ficar

Desde o início da pandemia, as empresas têm encontrado, cada vez mais, necessidade de se reinventar para manter suas atividades. Em julho, foi aplicada a quinta edição dos quesitos suplementares relacionados à pandemia nas Sondagens Empresariais do FGV IBRE, para entender se houve adaptações realizadas pelas empresas no seu modo de operação, e se essas mudanças seriam incorporadas numa suposta volta à normalidade.

As percepções sobre programas do governo e concessão de crédito na pandemia, e os efeitos da crise na inadimplência dos consumidores

O impacto da pandemia afetou intensamente empresas e consumidores no Brasil e no mundo. E desde então, o governo vem tomando algumas medidas para minimizar os efeitos da crise gerada pelo vírus. Entre elas, a possibilidade de preservação de empregos através da suspensão de contratos de trabalho e redução proporcional de salários e jornada de trabalho, postergação do pagamento de impostos e disponibilização de linhas de crédito.

Confiança do Consumidor e da Indústria ao redor do mundo

Diante da primeira pandemia do século XXI, os agentes econômicos precisaram aprender a lidar com medidas restritivas de isolamento social afetando suas vidas e a economia como um todo. Nesse novo cenário, houve piora das condições econômicas e elevação do nível de incerteza em relação ao curto prazo, gerando quedas sem precedentes dos níveis de confiança, tanto por parte das famílias quanto dos empresários.

Impactos da pandemia de Covid-19 novo coronavírus nas empresas e consumidores

Em maio de 2020, a FGV IBRE novamente incluiu quesitos suplementares nas sondagens para continuar monitorando os impactos econômicos da pandemia no dia a dia de consumidores e empresas. Os resultados preliminares desta pesquisa foram produzidos com dados coletados entre o início do mês e o dia 13 de maio mediante consultas a 2528 empresas e 1300 consumidores.

Quesitos aplicados as empresas

Os impactos do Coronavírus nas empresas e nos consumidores

O primeiro caso de coronavírus no Brasil foi divulgado em 26 de fevereiro. De lá até o dia 15 março, a possibilidade de tomada de medidas mais sérias frente a um provável surto foram ganhando força gradualmente até o dia 15 de março, quando ultrapassamos a marca de 100 casos reportados no país. A partir de então, quase todas os Estados do país passaram a adotar medidas de restrição à circulação, à abertura de estabelecimentos comerciais, além de proporem o distanciamento social.

O que tem influenciado as expectativas industriais?

Abaladas pela crise argentina, greve dos caminhoneiros e uma demanda interna ainda fraca e instável, as expectativas da indústria recuaram a partir do 2º semestre de 2018. Em seguida, apesar de terem esboçado uma retomada do otimismo com a virada de governo no início do ano, continuaram manifestando algum pessimismo mesmo face à recuperação de outros setores, como Comércio e Construção, refletindo as dificuldades que a indústria ainda enfrenta.

Liberação de recursos do FGTS: diferença nos cenários de 2017 e 2019

No final de 2016, a equipe do Presidente da República Michel Temer anunciou uma série de medidas com o objetivo de estimular a economia, que estava prestes a sair de uma de suas mais longas recessões. Uma das medidas gestadas naquela ocasião foi a liberação dos recursos de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)[1].

Perspectivas sobre economia e emprego sob a ótica do viés político

Desde que as primeiras medidas de confiança do consumidor foram elaboradas na Universidade de Michigan por George Katona no final da década de 1940, as relações entre estes indicadores e os ciclos econômicos têm sido sistematicamente investigadas, criando uma vasta literatura sobre o assunto.

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