A recente divulgação, por parte do IBGE, das Contas Nacionais Trimestrais e dos dados da Pnad Contínua, permitiu o cálculo do indicador trimestral de produtividade do trabalho do IBRE/FGV.[1] Os indicadores do primeiro trimestre de 2020 apontaram para uma forte redução do nível de atividade econômica, com queda do valor adicionado de 0,2% em relação ao primeiro trimestre de 2019 e de 1,6% em relação ao quarto trimestre de 2019.[2] As horas trabalhadas apresentaram forte desaceleração no primeiro trimestre de 2020, com aumento de apenas 0,8% em relação ao primeiro...
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Com o avanço da pandemia do coronavírus, produtividade do trabalho recua 1% no primeiro trimestre de 2020Fernando Veloso, Silvia Matos, Paulo Peruchettihttps://blogdoibre.fgv.br/posts/com-o-avanco-da-pandemia-do-coronavirus-produtividade-do-trabalho-recua-1-no-primeiroFri, 12 Jun 2020 09:15 -0300node/890
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A pandemia deixará a economia mais vulnerável, mas não destruídaLuiz Guilherme Schymurahttps://blogdoibre.fgv.br/posts/pandemia-deixara-economia-mais-vulneravel-mas-nao-destruidaFri, 12 Jun 2020 09:15 -0300node/889
Com a eclosão da pandemia da Covid-19, o Brasil e o mundo vivem um problema de gravidade inaudita. Embora não deva se estender por mais de ano, o processo de disseminação do coronavírus traz muito sofrimento e tristeza. Vidas se perdem, famílias são desestruturadas e as condições de empregabilidade pioram brutalmente. Na economia, o impacto é dramático. Segundo as últimas previsões do FMI – que já soam otimistas – a economia global deve recuar 3% em 2020, enquanto o Brasil deve ter queda de 5,3% do PIB.
Ao buscar um paralelo histórico, a gripe...
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Distribuição de renda no Brasil e o papel dos rendimentos além do trabalho para a desigualdade: uma análise do período 2012-19Daniel Duque, Bernardo Esteveshttps://blogdoibre.fgv.br/posts/distribuicao-de-renda-no-brasil-e-o-papel-dos-rendimentos-alem-do-trabalho-para-desigualdadeFri, 12 Jun 2020 09:00 -0300node/888
No último mês, foram divulgados os microdados da Pnad Contínua Anual, do IBGE, referentes ao ano de 2019. Diferentemente dos da Pnad Contínua Trimestral, em que os dados de rendimentos são relativos apenas ao universo do trabalho, aqueles trazem consigo informações a respeito de todas as fontes de rendimentos que um indivíduo pode vir a ter.
Tendo informação sobre todas as fontes de renda, é possível observar não só os níveis gerais, mas também a dinâmica de rendas provenientes, além do trabalho, de aposentadoria, programas sociais (Bolsa...
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Resposta a Marcelo Medeiros: como julgar a qualidade dos impostos e por que não descarto nenhumSamuel Pessoahttps://blogdoibre.fgv.br/posts/resposta-marcelo-medeiros-como-julgar-qualidade-dos-impostos-e-por-que-nao-descarto-nenhumThu, 11 Jun 2020 11:15 -0300node/887
Domingo passado (7/6), em minha coluna da Folha, escrevi o seguinte sobre o imposto sobre grandes fortunas (IGF):
Há pelo menos três problemas com o IGF. Primeiro, representa bitributação, visto que riqueza é renda acumulada e a renda já foi tributada. Segundo, tem elevadíssimo custo de processamento. Terceiro, incide sobre uma riqueza ilíquida. A pessoa teria que vender o patrimônio para pagar o imposto.
A experiência recente é que, dos 12 países da OCDE que tinham essa modalidade de imposto há algumas décadas, somente três, Suíça, Espanha e Noruega, o mantêm. A capacidade...
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Lições para a política creditícia durante pandemiasManoel Pireshttps://blogdoibre.fgv.br/posts/licoes-para-politica-crediticia-durante-pandemiasWed, 10 Jun 2020 10:45 -0300node/886
A crise decorrente de uma pandemia não tem natureza econômica e não é possível contrapor seus efeitos. O papel do governo é criar uma travessia oferecendo um seguro para a sociedade. Existem quatro ações que precisam ser adotadas entre o momento da paralisação e a normalização das atividades:
Reposição de renda para as pessoas mais atingidas: transferências para os mais pobres, ampliação do seguro desemprego, compensações financeiras para redução de jornadas e reestruturação de financiamentos. Manutenção do fluxo de caixa para as empresas: crédito de capital de giro... -
Apesar de melhora do NUCI, atividade ainda não dá sinais de retomada consistenteRenata Francohttps://blogdoibre.fgv.br/posts/apesar-de-melhora-do-nuci-atividade-ainda-nao-da-sinais-de-retomada-consistenteTue, 09 Jun 2020 16:45 -0300node/885
Após atingir o menor valor da série histórica (57,3%), o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) do setor industrial apresentou desempenho favorável em maio. Apesar de doze dos 19 segmentos pesquisados na Sondagem da Indústria exibirem melhora na comparação mensal, o resultado geral ainda não indica retomada consistente do ritmo de produção.
Primeiramente, o aumento de apenas três pontos percentuais (p.p.) recupera somente 1/6 da queda de 18 p.p. observada entre março e abril desse ano. Ademais, o nível de 60,3% alcançado neste mês corresponde ao segundo menor valor da...
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Indústria de transformação: a maior queda da históriaMayara Santiago, Luana Mirandahttps://blogdoibre.fgv.br/posts/industria-de-transformacao-maior-queda-da-historiaTue, 09 Jun 2020 10:45 -0300node/884
Em abril, mês em que a paralisação das unidades produtivas se intensificou, a indústria brasileira medida pela PIM-PF teve o pior desempenho de toda a série histórica. A queda foi de -18,8%[1] para o total da indústria e de -23% para a transformação, marcando assim o pior desempenho do setor desde o início da série histórica. Em maio de 2018, mês em que ocorreu a greve dos caminhoneiros, a indústria de transformação teve seu pior resultado até então, e mesmo assim a queda foi de aproximadamente metade do resultado atual (-11,8%), evidenciando a gravidade da presente...
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Indicadores de Emprego Previsto em patamares historicamente baixosBlog do Ibrehttps://blogdoibre.fgv.br/posts/indicadores-de-emprego-previsto-em-patamares-historicamente-baixosTue, 09 Jun 2020 09:30 -0300node/883
O efeito da crise motivada pela pandemia do novo coronavírus tem se tornado cada vez evidente na economia brasileira. Um dos pontos críticos do ponto de vista do bem-estar da população diz respeito às condições do mercado de trabalho. Muitas empresas com atividade dramaticamente reduzida tiveram de reduzir o quadro de pessoal para tentar aliviar a pressão financeira. O governo anunciou medidas que visavam a estancar as perdas ao oferecer crédito barato em troca da manutenção dos postos de trabalho por alguns meses.
O resultado líquido destes...
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Recuperação do mercado de trabalho nos EUA não parece tão forte quanto o número indicaMarcel Balassiano, Daniel Duquehttps://blogdoibre.fgv.br/posts/recuperacao-do-mercado-de-trabalho-nos-eua-nao-parece-tao-forte-quanto-o-numero-indicaMon, 08 Jun 2020 12:15 -0300node/882
O BLS (Bureau of Labor Statistics) divulgou que a taxa de desemprego nos EUA diminuiu de abril para maio, passando de 14,7% para 13,3%, nos dados com ajuste sazonal. As expectativas de mercado eram de uma taxa próxima dos 20%. No próprio relatório de maio do BLS, há um box “Coronavirus (COVID-19) Impact on May 2020 Establishment and Household Survey Data” explicando que, por questões de classificação, a taxa de desemprego (sem ajuste sazonal) poderia ser cerca de 3 p.p. acima do dado divulgado. O bureau também diz que está investigando esse assunto e tomando medidas...
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Mensalizando a PNADC: os impactos da pandemia sobre o mercado de trabalhoDaniel Duque, Tiago Martinshttps://blogdoibre.fgv.br/posts/mensalizando-pnadc-os-impactos-da-pandemia-sobre-o-mercado-de-trabalhoMon, 08 Jun 2020 10:45 -0300node/881
O IBGE, desde 2012, realizou um esforço de consolidação de suas pesquisas amostrais de mercado de trabalho, que se dividiam entre a Pesquisa Mensal do Emprego (PME), de frequência mensal, mas cobrindo apenas seis Regiões Metropolitanas, e a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), que cobria todo país, mas com frequência anual. O resultado desse esforço foi a PNAD Contínua, que tem abrangência nacional e periodicidade trimestral.
Mesmo sendo a PNAD Contínua um indicador trimestral, o IBGE disponibiliza mensalmente estimativas em...
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Economia do Rio de Janeiro no 1T20: primeiros sinais da crise do coronavírusMarcel Balassianohttps://blogdoibre.fgv.br/posts/economia-do-rio-de-janeiro-no-1t20-primeiros-sinais-da-crise-do-coronavirusThu, 04 Jun 2020 10:15 -0300node/880
Após quatro anos consecutivos de queda da atividade econômica, em 2019, o Rio de Janeiro voltou a apresentar um crescimento, de 1,5%.[1] Para este ano, as expectativas eram mais positivas, de um crescimento maior do que no ano passado, em linha com as projeções para a economia brasileira em 2020, de algo próximo a 2%.[2] Porém, este cenário era pré-coronavírus. Com a crise atual, uma crise de saúde que tem impactos na economia, as projeções econômicas desabaram, no mundo, no Brasil e também no Rio de Janeiro. Agora, a dúvida é de quanto será a recessão.[3]
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Covid-19 derruba as projeções de PIB na América do Sul e MéxicoLia Baker Valls Pereirahttps://blogdoibre.fgv.br/posts/covid-19-derruba-projecoes-de-pib-na-america-do-sul-e-mexicoWed, 03 Jun 2020 13:00 -0300node/879
A Sondagem Econômica da América Latina da Fundação Getulio Vargas consultou os especialistas que participam da pesquisa sobre a projeção atual de crescimento do PIB de seu país em 2020 e a que vinha sendo feita ao final do ano passado. A coleta de informações foi realizada entre 16 de abril e 18 de maio.
Ao final de 2019, todos os pesquisadores consultados previam taxas de crescimento positivas para seus países, exceto na Argentina e na Venezuela. O Paraguai vinha em primeiro lugar, com uma taxa média de crescimento prevista de 4,0%, seguido do...
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Acompanhamento da China e do mundo pós Covid-19Samuel Pessoahttps://blogdoibre.fgv.br/posts/acompanhamento-da-china-e-do-mundo-pos-covid-19Wed, 03 Jun 2020 12:15 -0300node/878
Como já tratamos neste espaço, em abril o FMI divulgou seu cenário da atividade econômica para 2020 e 2021. Essencialmente fomos informados de que a economia mundial recuaria 3% em 2020 e cresceria 5,8% em 2021. As projeções anteriores, antes da eclosão da fase aguda da crise da Covid-19, eram de crescimento de, respectivamente, 3,3% e 3,4% em 2020 e 2021. Houve, portanto, com relação à projeção anterior à pandemia, queda de 6,3 pontos percentuais (pp) em 2020 e crescimento de 2,4pp em 2021.
O cenário básico do FMI indica forte perda de produto...
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Inflação abaixo de zero em abril e maio sinaliza chance de IPCA abaixo de 1% em 2020André Brazhttps://blogdoibre.fgv.br/posts/inflacao-abaixo-de-zero-em-abril-e-maio-sinaliza-chance-de-ipca-abaixo-de-1-em-2020Tue, 02 Jun 2020 13:15 -0300node/877
Em abril, a surpresa não foi o número negativo apresentado pelo IPCA, mas sim a intensidade da queda. Abaixo da expectativa do mercado, a inflação de abril registrou bem o freio imposto pelo coronavírus aos preços de bens duráveis, serviços livres e serviços administrados.
Para maio, nossa previsão é de que o IPCA fique próximo a -0,5%. Nosso modelo indica que, se essa taxa se confirmar, poderemos ter inflação abaixo de 1% em 2020.
Ainda que a desvalorização cambial possa contribuir para o aumento dos preços de bens...
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Três erros sobre o repasse cambial do BC ao TesouroNelson Barbosahttps://blogdoibre.fgv.br/posts/tres-erros-sobre-o-repasse-cambial-do-bc-ao-tesouroMon, 01 Jun 2020 14:45 -0300node/876
O governo Bolsonaro utilizará o ganho cambial da valorização das reservas internacionais, decorrente da grande depreciação do Real ocorrida neste ano, para reforçar a conta única do Tesouro no Banco Central (BC).
Segundo matéria do jornal Estado de São Paulo, o ganho acumulado até 15 de maio seria de quase R$ 566,5 bilhões e “A equipe econômica deve pedir a transferência do lucro do Banco Central obtido no primeiro semestre deste ano para reforçar o caixa do Tesouro Nacional”.
A possibilidade de repasse do ganho cambial...
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Incerteza continuará muito elevadaManoel Pireshttps://blogdoibre.fgv.br/posts/incerteza-continuara-muito-elevadaMon, 01 Jun 2020 10:00 -0300node/875
A incerteza no Brasil atingiu níveis sem precedentes desde o início da corona crise. Segundo levantamento do FGV IBRE, o Brasil foi o país onde a incerteza apresentou maior crescimento na comparação com 20 países. Um feito importante tendo em vista que a incerteza já estava acima da zona de normalidade desde a crise de 2015.
As evidências mostram que a incerteza possui efeitos bastante negativos sobre o PIB e o investimento. Em um ambiente muito incerto, as famílias elevam a poupança precaucional e reduzem seus gastos com consumo. As empresas...
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O cenário econômico pós-pandemiaFernando Velosohttps://blogdoibre.fgv.br/posts/o-cenario-economico-pos-pandemiaMon, 01 Jun 2020 09:15 -0300node/874
A divulgação recente de diversos indicadores de atividade econômica tem levado os analistas a revisarem para baixo as projeções para o desempenho do PIB em 2020. O IBRE/FGV prevê queda de 5,4%, mas já existem estimativas de redução em torno de 8%.
Diante de queda tão abrupta do PIB, a dúvida que se coloca é sobre a velocidade da recuperação da atividade econômica após a pandemia da Covid-19. Minha avaliação é de que, assim como no período que se seguiu à recessão que terminou no quarto trimestre de 2016, teremos uma recuperação lenta após a...
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Emissão de moeda pós Covid-19Nelson Barbosahttps://blogdoibre.fgv.br/posts/emissao-de-moeda-pos-covid-19Fri, 29 May 2020 14:00 -0300node/873
Voltando ao debate sobre emissão de moeda ou títulos para financiar o déficit público, já apontei neste blog que, no atual sistema de metas de inflação, o BC tem que “criar” ou “destruir” liquidez para manter a SELIC no nível necessário para controlar a inflação.
Se houver liquidez sobrando na economia, o BC pode “enxugar” liquidez via operações de venda de títulos públicos, com compromisso de recompra. Se ocorrer o inverso, falta de liquidez, o BC pode “irrigar” o sistema via operações de compra de títulos públicos com compromisso de revenda....
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O inverno chegou: panorama do setor externoLivio Ribeiro, Lia Baker Valls Pereirahttps://blogdoibre.fgv.br/posts/o-inverno-chegou-panorama-do-setor-externoFri, 29 May 2020 12:15 -0300node/872
Reduzimos a expectativa de déficit em conta corrente para US$ 10,5bi (-0,7% do PIB) em 2020, ampliando o déficit para US$ 16,0bi (-1,2% do PIB) em 2021. Mesmo assim, o excepcional momento global levará a perdas de reservas internacionais pouco maiores que US$ 40bi em 2020. Ainda que esperemos, com elevado grau de incerteza, que exista alguma recomposição no ano que vem, esta não será suficiente para compensar as vendas de reservas acumuladas no biênio 2019-2020.
Análise do balanço de pagamentos
O saldo...
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Compromissadas de longo prazoNelson Barbosahttps://blogdoibre.fgv.br/posts/compromissadas-de-longo-prazoThu, 28 May 2020 16:45 -0300node/871
A crise da Covid-19 e o inevitável aumento do déficit e dívida pública neste ano geraram debate sobre o financiamento direto do Tesouro Nacional (TN) pelo Banco Central (BC). Já escrevi sobre este tema neste blog, mas volto ao assunto para analisar o que o BC pode fazer com base na legislação vigente:
Nossa Constituição federal diz que:
“Art. 164. A competência da União para emitir moeda será exercida exclusivamente pelo banco central.
§ 1º É vedado ao banco central conceder, direta ou...
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Resposta dos governos estaduais à pandemia do Covid-19Vilma da Conceição Pinto, Thiago Abreuhttps://blogdoibre.fgv.br/posts/resposta-dos-governos-estaduais-pandemia-do-covid-19Thu, 28 May 2020 13:30 -0300node/870
A crise econômica de 2014/16 afetou profundamente as contas fiscais dos governos estaduais. Tal como a atividade econômica, a recuperação das finanças subnacionais seguia em lentos passos. Agora, mais um tsunami vem para derrubar as contas fiscais e a economia, afetando sobremaneira todos os entes federados.
A pandemia do novo coronavírus criou a necessidade de uma resposta muito rápida por parte dos governos subnacionais. À medida que o número de casos de Covid-19 começou a aumentar no país, os governos estaduais passaram a adotar uma série de...
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Renda básica: é hora de o Brasil ousar em sua política social?Daniel Duquehttps://blogdoibre.fgv.br/posts/renda-basica-e-hora-de-o-brasil-ousar-em-sua-politica-socialWed, 27 May 2020 10:45 -0300node/869
O economista Samuel Pessôa, em sua coluna semanal na Folha, levantou uma possibilidade de o Brasil adotar algo como uma Renda Básica da Cidadania (RBC), proposta desde tempos anteriores por diversos economistas e políticos brasileiros (sendo seu maior expoente o ex Senador Eduardo Suplicy). Também recentemente, o Senador José Serra propôs um programa semelhante em seu mandato.
Como se vê, a RBC ganhou novo fôlego, principalmente devido ao lançamento do auxílio emergencial para o combate aos efeitos do Covid-19, mas não apenas. Para além da atual...
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73% dos países do mundo devem apresentar, no biênio 2020/21, um resultado pior, em termos de crescimento econômico, do que na média 2009/10Marcel Balassianohttps://blogdoibre.fgv.br/posts/73-dos-paises-do-mundo-devem-apresentar-no-bienio-202021-um-resultado-pior-em-termos-deTue, 26 May 2020 15:30 -0300node/868
Nesta crise do coronavírus, saber a dimensão da crise econômica ainda é muito difícil, dada as inúmeras incertezas. Tão difícil quanto saber de quanto será a recessão neste ano, é tentar estimar como será a recuperação da economia no ano que vem. Porém, recentemente, foi divulgado pelo FMI, na sua reunião semestral de abril, o World Economic Outlook, projeções para as taxas reais de crescimento do PIB, para 2020 e 2021, para quase 200 países.
Neste artigo, há comparações das projeções do biênio 2020/21, com base nas projeções do FMI, com o...
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Juro real ex-ante: caindo ou subindo?Gilberto Borça Jr., Bráulio Borgeshttps://blogdoibre.fgv.br/posts/juro-real-ex-ante-caindo-ou-subindoTue, 26 May 2020 16:45 -0300node/867
Há um amplo debate sobre até que nível seria possível reduzir a taxa básica de juros de curto prazo no Brasil nos próximos meses – na medida em que a Selic, determinada pelas decisões do Comitê de Política Monetária (COPOM), alcançou recentemente a marca de 3% a.a. em termos nominais (o menor nível já atingido).
O juro básico brasileiro já vem testando as mínimas históricas há pelo menos dois anos, na medida em que: i) a forte recessão do biênio 2015-16 gerou um enorme excesso de ociosidade, o qual pouco oscilou desde então (estimativas para o...
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Apesar de esforços do governo, acesso ao crédito pelas empresas continua difícilRenata Francohttps://blogdoibre.fgv.br/posts/apesar-de-esforcos-do-governo-acesso-ao-credito-pelas-empresas-continua-dificilMon, 25 May 2020 13:45 -0300node/866
Como forma de tentar mitigar os efeitos econômicos da crise causada pela pandemia do novo coronavírus, já no final de março o governo começou a criar medidas para aumentar a disponibilidade de crédito às empresas, principalmente para financiamento da folha de pagamentos e capital de giro. No entanto, de acordo com os resultados das sondagens empresariais do FGV IBRE, incluindo a prévia de maio[1], a opinião dos empresários em relação ao grau de facilidade de acesso ao crédito não reflete esse cenário, indicando que o mercado de crédito continuava restrito.
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O Brasil no seu pior pesadelo econômico e socialClaudio Considera, Juliana Trece, Elisa Andradehttps://blogdoibre.fgv.br/posts/o-brasil-no-seu-pior-pesadelo-economico-e-socialMon, 25 May 2020 09:15 -0300node/865
Este texto utiliza-se de informações do Monitor do PIB-FGV referente a março do corrente ano para argumentar que a economia continuava estagnada, em sua marcha de baixo crescimento de 1% antes da eclosão da pandemia. Argumenta-se também que isto decorre de uma política econômica que não tem qualquer estímulo ao investimento privado e que o crescimento econômico não brotará espontaneamente em decorrência da realização das reformas e do ajuste fiscal que se pretende retomar, passada a pandemia. Finalmente, argumenta-se que é necessário um forte programa de investimentos...
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Luz no fim do túnel?Armando Castelar, Silvia Matoshttps://blogdoibre.fgv.br/posts/luz-no-fim-do-tunelFri, 22 May 2020 11:00 -0300node/864
Aos poucos vão se somando os sinais de que a pandemia do coronavírus está sendo controlada em nível global. Não se questiona que são altos os totais de casos confirmados -- quase 5 milhões de pessoas – e de mortes -- caminhando para 350 mil. Porém, tanto um quanto outro têm crescido abaixo de 2% ao dia na última semana, sendo que estas taxas seguem caindo. Em países e localidades mais avançadas nesse processo, as medidas de confinamento têm sido parcialmente relaxadas e as pessoas têm voltado a se deslocar, sem que até aqui se tenha notícias de um recrudescimento mais...
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No Brasil, a Covid-19 traz desafio de coordenação entre Poderes e entes federativos sem precedentesLuiz Guilherme Schymurahttps://blogdoibre.fgv.br/posts/no-brasil-covid-19-traz-desafio-de-coordenacao-entre-poderes-e-entes-federativos-semThu, 21 May 2020 11:30 -0300node/863
A pandemia tem exigido da classe política e dos diversos poderes de todos os países um comportamento de aproximação e trabalho conjunto. A atuação alinhada vem se mostrando acertada para amainar as consequências da COVID-19.
Se esse entendimento é fundamental para o Primeiro Mundo, para uma nação com as especificidades brasileiras a união de forças é ainda mais importante. Uma primeira razão é socioeconômica. A experiência até agora da pandemia é concentrada em países ricos. A partir do seu início, na China (onde foi controlada ferreamente), a...
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Impactos da pandemia de Covid-19 novo coronavírus nas empresas e consumidoresViviane Seda Bittencourthttps://blogdoibre.fgv.br/posts/impactos-da-pandemia-de-covid-19-novo-coronavirus-nas-empresas-e-consumidoresThu, 21 May 2020 11:15 -0300node/862
Em maio de 2020, a FGV IBRE novamente incluiu quesitos suplementares nas sondagens para continuar monitorando os impactos econômicos da pandemia no dia a dia de consumidores e empresas. Os resultados preliminares desta pesquisa foram produzidos com dados coletados entre o início do mês e o dia 13 de maio mediante consultas a 2528 empresas e 1300 consumidores.
Quesitos aplicados as empresas
No âmbito empresarial, as empresas dos setores industriais, de Serviços, Comércio e Construção, responderam a dois...
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A ideia de um limite mínimo efetivo para a SelicJosé Júlio Sennahttps://blogdoibre.fgv.br/posts/ideia-de-um-limite-minimo-efetivo-para-selicThu, 21 May 2020 11:00 -0300node/861
A ata do Copom de maio deixou claro o desejo dos dirigentes do Banco Central de estabelecer um piso (um “limite efetivo mínimo”) para a taxa Selic. Quais razões o BC alega em defesa dessa preocupação? Faz sentido preocupar-se com isso? Não seria mais adequado partir logo para zero de taxa Selic, de maneira a dar à economia o maior estímulo possível (abstraída a possibilidade de taxa negativa), diante da crise provocada pelo novo coronavírus?
A argumentação trazida pelo Copom parte do pressuposto de que reduzir demasiadamente a taxa básica de...









