Juliana Trece

Mestre em Economia Empresarial e Finanças (FGV EPGE) e graduada em Economia (UFF). É uma das autoras do Monitor do PIB-FGV e do IAE-FGV, sendo a responsável pela elaboração mensal destes produtos, atualizações metodológicas e análise das informações.

O hiato do produto

Uma preocupação recorrente entre os economistas é entender se há alguma pressão de demanda que pode vir a provocar alterações na política monetária. O cálculo do hiato do produto busca contribuir para essa discussão, já que variações do hiato indicam se há ou não pressão inflacionária. Sendo uma variável não observável, a tarefa dos economistas é estimar o produto potencial (aquele que é possível utilizando-se toda a capacidade produtiva) e calcular o hiato, que é definido pela diferença entre o produto potencial e o produto efetivo.

Hiato do produto do PIB, da Indústria e dos Serviços

O cálculo do produto potencial é um tema polêmico entre os economistas, por ser uma variável não observável e com diversos métodos de estimação, que geram resultados diferentes. Essa discrepância entre os resultados faz com que sejam contadas diferentes versões sobre qual seria o produto potencial do país. Dispor, portanto, de uma medida robusta para o hiato do produto é importante.

O hiato do produto se reduz no terceiro trimestre

O PIB do terceiro trimestre recém divulgado trouxe algumas boas surpresas sobre a dinâmica do crescimento econômico brasileiro. Este texto atualiza até o terceiro trimestre de 2019 outros três artigos anteriormente publicados sobre as estimativas do produto potencial, o hiato do produto (diferença entre o PIB efetivo e o PIB potencial), e a produtividade total dos fatores (PTF).

Retrato de uma tragédia – a estagnação econômica brasileira*

1. A tragédia da estagnação econômica brasileira

A decisão de iniciar este texto com os dois gráficos autoexplicativos acima teve como objetivo evidenciar o desastre econômico e social que o país está passando desde que se iniciou a recente recessão que durou do segundo trimestre de 2014 ao quarto trimestre de 2016.

Ainda em recessão, a construção recua para o nível de 10 anos atrás

Muito se tem comentado sobre a lenta retomada econômica após a última recessão brasileira. Apesar de o país estar em um período de expansão desde o 1º trimestre de 2017, este pode ser considerado o período de expansão mais fraco da história nacional, com crescimento de apenas 3,2%,[1] com as informações até o 1º trimestre de 2019.

Produto potencial, hiato do produto e produtividade total dos fatores

Em continuidade ao post publicado neste blog em 3 de abril do corrente ano, este trabalho analisa o hiato do produto (diferença entre o PIB efetivo e o PIB potencial), entre 1980 e o primeiro trimestre de 2019, revisando a série publicada anteriormente e trazendo alguns detalhes ainda não publicados.

Trajetórias de recuperação do PIB per capita e componentes do PIB

No artigo “A recuperação do PIB brasileiro em recessões: uma visão comparativa”, de Gilberto Borça Jr., Ricardo de Menezes Barboza e Mauricio Furtado, publicado recentemente no Blog do IBRE, os autores concluem que se o atual ritmo de crescimento da economia for mantido, a recuperação da economia só ocorrerá em 2023.

Economia continua travada

O PIB brasileiro, recém-divulgado pelo IBGE, cresceu 1,1% em 2018. Apesar de positivo, esse número foi frustrante tendo em vista que a mediana do relatório Focus do Banco Central chegou a ser de 2,92%, no início de 2018. Esse resultado é ainda mais decepcionante quando se constata que, após dois anos de encerrada a recessão, a economia está longe do nível de atividade que apresentava anteriormente.

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