Juliana Trece

Doutoranda em População, Território e Estatísticas Públicas pela Escola Nacional de Ciências Estatísticas (ENCE IBGE), Mestre em Economia Empresarial pela Escola Brasileira de Economia e Finanças (FGV EPGE) e bacharel em Economia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). É economista do Núcleo de Contas Nacionais do FGV IBRE sendo a analista responsável pela elaboração mensal do Monitor da Atividade Econômica (Monitor do PIB-FGV e IAE-FGV) do qual é uma das autoras.

Economia brasileira deve ter um recuo médio de 0,3% no biênio 2020/21, em linha com a maior parte dos países do mundo

O FMI divulgou em janeiro deste ano atualizações para as projeções do crescimento real do PIB para 2020 e 2021. Há atualizações para os agregados (mundo, economias avançadas, emergentes, América Latina...), e para 30 países, cujo peso é de 85% no PIB mundial (US$, PPP).[1] 

Somente 16% dos países do mundo devem voltar em 2021 ao nível do PIB per capita pré-pandemia

Continuando a discussão do post “Posição relativa do PIB per capita do Brasil entre as maiores economias do mundo”, publicado no Blog do IBRE, sobre PIB per capita no mundo, este artigo tem como objetivo mostrar como deve ser a recuperação em 2021 do nível do PIB per capita (mundial, das economias emergentes, avançadas e da América Latina), segundo a

De volta para a estagnação

Após a saída da recessão de 2014-16 a economia brasileira cresceu, em média, 1,5% a.a. nos últimos 3 anos. Isso representa modestos 0,7% a.a. de crescimento de PIB per capita, que apesar de mal distribuído, é a medida derivada das Contas Nacionais que mais interessa a sociedade. Com a chegada da pandemia ao país, em março, a economia voltou a declinar antes de ter atingido novamente o nível de produto pré-recessão de 2014-16, conforme ilustrado no Gráfico 1, pela linha vermelha.

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