Luana Miranda

É mestre em Economia pela FGV/EPGE com dissertação na área de Macroeconometria. Atualmente, é pesquisadora do IBRE/FGV, com foco em atividade econômica brasileira. Cursa doutorado em Economia na FGV/EPGE.

Novos cenários para a evolução da atividade econômica brasileira em 2020

Na seção Em Foco do Boletim Macro Ibre do mês passado, realizamos uma análise preliminar do impacto da chegada do coronavírus ao Brasil sobre a atividade econômica doméstica. Ressaltamos, contudo, que naquela ocasião os únicos indicadores brasileiros que já captavam o impacto do vírus e o tamanho da incerteza adiante eram as variáveis financeiras de alta frequência.

Análise do impacto da recessão argentina sobre o crescimento brasileiro

Desde meados de 2018, a indústria brasileira enfrenta um ciclo de reversão da tendência positiva iniciada a partir do fim da última recessão. Além das notórias fragilidades estruturais, o setor também enfrentou uma série de choques conjunturais no período recente, como a greve dos caminhoneiros, o início de uma profunda recessão na Argentina, a elevada incerteza política originada pelas eleições presidenciais em 2018, guerra comercial entre EUA e China, o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho e o enfraquecimento do crescimento global.

Condições financeiras favoráveis alicerçam o aquecimento recente da demanda doméstica

Após um início de ano desanimador com a notícia de que o PIB do primeiro trimestre havia retraído 0,2%, especulações a respeito de uma possível recessão técnica começaram a pipocar na mídia. Alguns analistas chegaram a apostar em um crescimento abaixo de 0,8% para este ano, o que seria equivalente a um crescimento inferior a 0,3% por trimestre. A despeito do pessimismo que tomou o mercado no período, mantivemos nosso cenário de crescimento beirando 1,2% neste ano, o qual sustentamos até hoje.

Indicador de Atividade Econômica do Banco Central confirma cenário de crescimento previsto pelo FGV IBRE

O Indicador de Atividade Econômica do Banco Central do Brasil (IBC-Br) registrou crescimento de 2,1% em setembro na comparação com o mesmo mês do ano anterior e 0,4% em relação a agosto. De acordo com os dados, o terceiro trimestre termina com avanço de 1% na comparação interanual e 0,9% ante o segundo trimestre. O resultado é ligeiramente mais positivo do que o esperado pela mediana dos analistas de mercado, porém está em conformidade com os resultados setoriais divulgados pelo IBGE para o mês de setembro.

Crise econômica na Argentina tirou 0,2 p.p. do PIB brasileiro em 2018 e pode tirar 0,5 p.p. neste ano

Desde meados do ano passado, a economia argentina enfrenta graves dificuldades. A partir do segundo trimestre de 2018, o cenário internacional tornou-se mais desafiador: houve piora das condições financeiras globais, normalização da política monetária no mundo, piora das condições de liquidez internacional, fortalecimento do dólar e consequente perda de apetite pelo risco de emergentes.

Choque na indústria extrativa mineral e safra ruim podem tirar 0.4 p.p. do PIB no segundo trimestre

Os motivos do frágil e lento processo de recuperação da economia brasileira no pós-recessão tem sido o principal tema de debate entre os economistas. De acordo com as nossas projeções, o PIB deve crescer apenas 1.1% pelo terceiro ano consecutivo. Algumas hipóteses complementares ajudam a explicar esse crescimento muito aquém do desejado, como a incerteza elevada, a necessidade contenção dos gastos públicos, falta de atratividade do investimento e choques negativos de oferta.

PIB do primeiro tri: economia estagnada, investidores e consumidores em compasso de espera

O resultado do PIB do primeiro trimestre, divulgado pelo IBGE nesta manhã, mostrou que a atividade econômica do país retraiu 0,2% no primeiro trimestre do ano, acendendo um sinal de alerta a respeito da cambaleante evolução econômica no pós-recessão.

Impacto da redução da produção da Vale sobre a atividade econômica

O rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG), no dia 25 de janeiro, gerou impactos imensuráveis sobre a vida humana e ambiental, e os prejuízos provocados ficarão marcados na história do país. Além disso, a tragédia também implicará em perdas econômicas, uma vez que a empresa anunciou uma redução da produção de minério de ferro na ordem de 92,8 milhões de toneladas por ano, volume equivalente a 23,2% das 400 milhões de toneladas previstas para serem produzidas em 2019 antes do desastre.

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