Silvia Matos

Produtividade por horas trabalhadas recua no primeiro trimestre

O crescimento da produtividade continua baixo. No primeiro tri de 2026, medida baseada em horas efetivamente trabalhadas recuou 0,5% ante igual período de 2025. Já a produtividade por horas habituais e PO cresceu 0,5% e 0,4%, respectivamente.

Desde 2019, o Observatório da Produtividade Regis Bonelli do FGV IBRE tem divulgado estatísticas de produtividade por população ocupada e por hora trabalhada. Esta última medida considera duas informações sobre o total de horas trabalhadas[1].

Fatores setoriais que impulsionaram o crescimento da produtividade do trabalho: análise atualizada com dados até 2025

Esta nota tem como objetivo atualizar as análises publicadas no artigo “Fatores setoriais que impulsionaram o crescimento da produtividade do trabalho” - Matos (2026a), que está disponível no site do Observatório da Produtividade Regis Bonelli.[1]

Decomposição do crescimento do valor adicionado

Fatores setoriais que impulsionaram o crescimento da produtividade do trabalho

Ganhos de produtividade do trabalho no Brasil dependem muito da agropecuária. De  1996 a 2024, produtividade do trabalho agregada (PTA) cresceu em média 0,8% ao ano, com contribuição da agropecuária de 0,5 p.p., ou em torno de 60% da alta da PTA.

Decomposição do crescimento da produtividade agregada: análise setorial

Boas e más notícias

Orçamento para queda dos juros em 2026 será menor que o estimado pelo mercado. Os ventos que ajudaram recuo da inflação em 2025 não devem continuar este ano. Juros reais se tornarão mais baixos apenas quando política fiscal mudar de direção.

Após anos de erros de previsão nas projeções de crescimento econômico brasileiro, o ano de 2025 foi marcado por um maior alinhamento entre as projeções elaboradas no início do ano e o que de fato ocorreu.  

O debate sobre os efeitos econômicos da Inteligência Artificial

Crescimento econômico sustentado, um fenômeno raro até meados do século XVIII, encontrou seu catalisador permanente na inovação tecnológica. A partir da Primeira Revolução Industrial, a capacidade de inovar tornou-se um motor contínuo de transformação. Para Joseph Schumpeter, a essência do capitalismo reside na destruição criadora, e a inovação – a introdução bem-sucedida de novidades no mercado – é a "força motriz" do crescimento econômico.

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