Bráulio Borges

Graduado em Economia e mestre em Teoria Econômica pela FEA-USP, recebeu o Prêmio Tesouro Nacional pela sua dissertação de mestrado em Finanças Públicas. Atuou no departamento econômico da Telefónica e foi professor de Macroeconomia na Pós-Graduação da GVLaw. Atualmente é economista-sênior da área de Macroeconomia da LCA e pesquisador-associado do FGV IBRE.

Estimando a Selic neutra brasileira – parte I

O título deste post é autoexplicativo. A ideia é transmitir aos leitores deste blog os resultados de um exercício no qual venho trabalhando há algum tempo.

A sequência mais lógica envolveria apresentar alguns detalhes técnicos desse exercício e, logo em seguida, as estimativas da Selic neutra, bem como as várias implicações desses resultados. Mas eu resolvi começar por um subproduto deste exercício.

Conciliando sustentabilidade fiscal e desenvolvimento inclusivo

Já faz algum tempo que o conceito de PIB, “uma das maiores invenções do século XX”, vem sendo questionado, em diversos aspectos. Ele não daria conta de captar correta e tempestivamente muitos dos avanços tecnológicos recentes (e isso explicaria ao menos parte da desaceleração dos ganhos medidos de produtividade nas economias centrais nas últimas duas décadas).

Algumas considerações sobre produtividade e desenvolvimento (IV): impactos estimados de algumas reformas

Como apontei ao final do post anterior, o trabalho que desenvolvi apontou como determinantes da PTF tendencial brasileira as seguintes variáveis: i) alíquota média de importação; ii) gasto com P&D, em % do PIB; iii) percentual da população vivendo as áreas rurais; iv) estoque de capital de infraestrutura econômica (energia, logística e telecomunicações); v) anos médios de escolaridade da população adulta; vi) nota média no PISA; vii) idade média do estoque de capital; e viii) grau de regulação/burocracia da economia.

Algumas considerações sobre produtividade e desenvolvimento II: medindo a PTF

Dando continuidade ao post anterior, passemos para uma discussão um pouco mais aprofundada sobre a mensuração da produtividade. Vou começar pelas produtividades do trabalho e do capital, que nada mais são do que a razão entre o PIB em volume e o número de horas trabalhadas e o estoque de capital sendo efetivamente utilizado.

Implicações de um hiato entre -7% e -8%: parte III

Nesta terceira parte da sequência de posts com a temática “implicações de um hiato entre -7% e -8%”, eu iria abordar a questão do juro neutro brasileiro. Não obstante, dado o elevado interesse despertado pela parte II (cenário inflacionário em 2018-2020), vou dedicar a postagem atual ainda àquele assunto, falando de juro neutro na próxima. Também prestarei esclarecimentos técnicos sobre alguns exercícios.

Implicações de um hiato entre -7% e -8%: inflação em 2018-2020

Dando continuidade ao post anterior, agora vou me dedicar à tarefa de tentar aquilatar o cenário inflacionário doméstico para os próximos anos. A ideia é comparar um cenário construído à luz de um fechamento do hiato já em 2019 (como implicado pelas estimativas que sugerem um excesso de ociosidade hoje entre -3% e -4%) com outro em que o fechamento ocorreria somente no início da próxima década (coerente com um hiato hoje entre -7% e -8%).

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