Fernando Veloso

PhD em Economia pela University of Chicago. Pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getulio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro e professor da Escola de Pós-Graduação em Economia (EPGE) da FGV/RJ. Pesquisador associado do Centro de Estudos em Crescimento e Desenvolvimento Econômico da FGV/RJ. Autor de diversos artigos publicados em revistas acadêmicas nacionais e internacionais nas áreas de crescimento e desenvolvimento econômico, educação e políticas públicas. Foi coorganizador dos livros “Causas e Consequências da Informalidade no Brasil” e “Anatomia da Produtividade no Brasil. É colunista do Broadcast.

Mercado de trabalho já começa a sentir os primeiros impactos da pandemia do coronavírus

Diante da escalada de eventos nos últimos meses associados à pandemia do coronavírus, o nível de incerteza em relação ao desempenho da economia tem se elevado de forma extraordinária e terá impactos sem precedentes na história do país. De fato, as projeções para o ano de 2020 são de forte queda no nível de atividade econômica e grande aumento do desemprego.

A marcha da insensatez

Como tenho ressaltado neste espaço, desde o início da pandemia havia o risco de que, em nome do combate aos efeitos econômicos e sociais do coronavírus, pudessem ser aprovados projetos legislativos com implicações negativas para o arcabouço fiscal e o ambiente de negócios do país.

O risco fiscal da falta de coordenação no combate à pandemia

Há cerca de um mês chamei atenção neste espaço para o risco de que medidas de política econômica inteiramente justificáveis em uma situação de calamidade pública, como a atual, eventualmente fossem misturadas com propostas que pudessem colocar em risco o arcabouço fiscal e legal do país.

É preciso proteger o curto prazo sem comprometer o longo prazo

A evolução vertiginosa dos acontecimentos relacionados ao combate sanitário e econômico ao coronavírus nas últimas semanas dificulta o entendimento de seus impactos de curto e longo prazo. Medidas inteiramente justificáveis em uma situação de calamidade pública, como a atual, misturam-se com propostas que podem colocar em risco o arcabouço fiscal e legal do país.

Produtividade do trabalho recua 0,6% no quarto trimestre de 2019 e fecha o ano com queda de 1%

A recente divulgação, por parte do IBGE, das Contas Nacionais Trimestrais e dos dados da Pnad Contínua, permitiu o cálculo do indicador trimestral de produtividade do trabalho do IBRE/FGV.[1] Os indicadores do quarto trimestre de 2019 apontaram para uma recuperação do nível de atividade econômica, com crescimento do valor adicionado de 1,6% em relação ao quarto trimestre de 2018, e alta de 0,6% em relação ao terceiro trimestre de 2019.

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