Fernando Veloso

PhD em Economia pela University of Chicago. Pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getulio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro e professor da Escola de Pós-Graduação em Economia (EPGE) da FGV/RJ. Pesquisador associado do Centro de Estudos em Crescimento e Desenvolvimento Econômico da FGV/RJ. Autor de diversos artigos publicados em revistas acadêmicas nacionais e internacionais nas áreas de crescimento e desenvolvimento econômico, educação e políticas públicas. Foi coorganizador dos livros “Causas e Consequências da Informalidade no Brasil” e “Anatomia da Produtividade no Brasil. É colunista do Broadcast.

O custo fiscal de novos programas de transferência de renda

A informalidade elevada é uma característica marcante dos mercados de trabalho de países em desenvolvimento, e do Brasil em particular. A década de 1990 foi um período de elevação da informalidade no país, particularmente nas áreas urbanas. Depois de forte queda durante os anos 2000, que continuou em menor intensidade até 2014, a informalidade voltou a subir com a recessão de 2014-2016 e a lenta recuperação que se seguiu. Pouco antes da pandemia, a taxa de informalidade estava em torno de 42% da população ocupada.

Produtividade total dos fatores apresenta queda de 1,7% no primeiro trimestre de 2020

Com o fim do bônus demográfico, a única forma de aumentar a renda per capita do Brasil nas próximas décadas será por meio da elevação da produtividade. Por isso, discussões sobre este tema ganham cada vez mais importância no meio acadêmico e entre os formuladores de política econômica.

Como fazer o crédito chegar nas empresas?

Nas últimas duas semanas, ganhou força no debate público do país o tema da concessão de crédito durante a pandemia. De um lado, existem indicações de aumento do número de pedidos de recuperação judicial e de dificuldades por parte das empresas em cumprir seus compromissos com credores e fornecedores. De outro, o próprio governo reconheceu que o principal programa de crédito não atingiu suas expectativas e propôs mudanças nas medidas implementadas, além de estar atuando na implementação de novos programas.

Com o avanço da pandemia do coronavírus, produtividade do trabalho recua 1% no primeiro trimestre de 2020

A recente divulgação, por parte do IBGE, das Contas Nacionais Trimestrais e dos dados da Pnad Contínua, permitiu o cálculo do indicador trimestral de produtividade do trabalho do IBRE/FGV.[1] Os indicadores do primeiro trimestre de 2020 apontaram para uma forte redução do nível de atividade econômica, com queda do valor adicionado de 0,2% em relação ao primeiro trimestre de 2019 e de 1,6% em relação ao quarto trimestre de 2019.[2

Mercado de trabalho já começa a sentir os primeiros impactos da pandemia do coronavírus

Diante da escalada de eventos nos últimos meses associados à pandemia do coronavírus, o nível de incerteza em relação ao desempenho da economia tem se elevado de forma extraordinária e terá impactos sem precedentes na história do país. De fato, as projeções para o ano de 2020 são de forte queda no nível de atividade econômica e grande aumento do desemprego.

A marcha da insensatez

Como tenho ressaltado neste espaço, desde o início da pandemia havia o risco de que, em nome do combate aos efeitos econômicos e sociais do coronavírus, pudessem ser aprovados projetos legislativos com implicações negativas para o arcabouço fiscal e o ambiente de negócios do país.

O risco fiscal da falta de coordenação no combate à pandemia

Há cerca de um mês chamei atenção neste espaço para o risco de que medidas de política econômica inteiramente justificáveis em uma situação de calamidade pública, como a atual, eventualmente fossem misturadas com propostas que pudessem colocar em risco o arcabouço fiscal e legal do país.

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