Fernando Veloso

PhD em Economia pela University of Chicago. Pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getulio Vargas (FGV) do Rio de Janeiro e professor da Escola de Pós-Graduação em Economia (EPGE) da FGV/RJ. Pesquisador associado do Centro de Estudos em Crescimento e Desenvolvimento Econômico da FGV/RJ. Autor de diversos artigos publicados em revistas acadêmicas nacionais e internacionais nas áreas de crescimento e desenvolvimento econômico, educação e políticas públicas. Foi coorganizador dos livros “Causas e Consequências da Informalidade no Brasil” e “Anatomia da Produtividade no Brasil. É colunista do Broadcast.

Reformas e crescimento da produtividade

Tanto a literatura acadêmica como a experiência brasileira mostram que reformas econômicas são fundamentais para o crescimento da produtividade. A redução de distorções do ambiente de negócios contribui para o aumento da eficiência por meio de diversos canais, tanto no nível de cada empresa como no que diz respeito à alocação de recursos entre as firmas.

Baixo crescimento da produtividade do trabalho no Brasil: uma análise dos resultados setoriais desde meados da década de 90

Com o fim do bônus demográfico, a única forma de aumentar a renda per capita e gerar crescimento sustentável no Brasil nas próximas décadas será por meio da elevação da produtividade do trabalhador. Por isso, discussões sobre o tema de produtividade ganham cada vez mais importância.

Produtividade do trabalho apresenta queda de 0,7% no terceiro trimestre de 2019

A recente divulgação, por parte do IBGE, das Contas Nacionais Trimestrais e dos dados da Pnad Contínua, permitiu o cálculo do indicador trimestral de produtividade do trabalho do IBRE/FGV.[1] Os indicadores do terceiro trimestre de 2019 apontaram para uma lenta recuperação do nível de atividade econômica, com crescimento do valor adicionado de apenas 1% em relação ao terceiro trimestre do ano passado, e alta de 0,6% em relação ao segundo trimestre de 2019.

O programa de emprego Verde Amarelo

Na semana passada, semana o governo apresentou um conjunto de medidas com o objetivo de incentivar a geração de emprego formal. Em um contexto no qual 12,5 milhões de pessoas estão desempregadas e quase 40 milhões de trabalhadores encontram-se na informalidade, não resta dúvida de que a retomada das contratações formais é de grande importância sob o ponto de vista econômico e social.

Incerteza elevada e a lenta recuperação da economia brasileira

Um fato que continua a desafiar os analistas é a lenta recuperação da economia brasileira desde o fim da recessão. Várias explicações já foram apresentadas, como o elevado grau de endividamento de famílias e empresas, choques externos (crise econômica da Argentina) e domésticos (greve dos caminhoneiros).

A difícil economia política das reformas

Como comentei na coluna passada, o Brasil tem várias características que dificultam a aprovação de reformas. Com base em livro recentemente publicado por Marcos Mendes, destaquei o baixo grau de coesão social e um sistema político-eleitoral que dificulta a formação de maiorias no parlamento.

Neste caso, uma boa articulação política do Executivo com o Legislativo é fundamental para o sucesso na tramitação de matérias importantes para a agenda econômica do governo federal.

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