A economia brasileira se depara com um cenário conjuntural favorável, tanto do ponto de vista interno quanto externo, para crescer em 2018, depois da difícil saída em 2017 de uma das maiores recessões da história nacional. No entanto, se o desequilíbrio fiscal estrutural não for corrigido, não há como evitar, num horizonte temporal muito difícil de prever, a ocorrência de um choque frontal entre a economia em recuperação e uma crise mais séria de solvência pública.
A divergência observada nas trajetórias esperadas para a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) e a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) suscita um questionamento: qual conceito de endividamento é o mais relevante para se avaliar a solvência e a sustentabilidade fiscal?
Artigos publicados no Blog do IBRE nos últimos meses sobre o papel da “nova matriz econômica” na mais recente recessão vivida pelo país é um exemplo de debate relevante e bem fundamentado que se pretende estimular neste espaço. Do primeiro momento em que foi usada – em 2012, pelo então secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland –, aos dias de hoje, essa expressão tem somado aspectos de política econômica não necessariamente presentes em sua acepção original, tornando mais complexo o julgamento de suas consequências.
Com todos os seus inegáveis méritos no equacionamento das contas públicas, a emenda constitucional 95 (EC 95), que estabelece teto para os gastos públicos do governo federal, abre uma caixa de Pandora de indagações, incertezas e riscos. Leia na Carta da Conjuntura de outubro/2017.
O IBRE elegeu a produtividade como uma das preocupações centrais de sua missão institucional de contribuir para o debate sobre o desenvolvimento do país. Com esse objetivo, o site Observatório da Produtividade - Regis Bonelli reúne uma ampla base de dados, estudos e análises sobre a produtividade, com o objetivo de fornecer informações para uma maior compreensão do tema e contribuir para a formulação de políticas públicas que possam aumentar a produtividade e impulsionar o crescimento. Acesse Observatório da Produtividade - Regis Bonelli.
Fábio Giambiagi é obcecado pelos dados. É com essa obsessão e uma bagagem de quase quatro décadas acompanhando temas fiscais que o autor lançou uma radiografia da política fiscal brasileira no livro “Tudo sobre o déficit público” que é uma boa sugestão de leitura para quem deseja aprender sobre a evolução histórica das contas públicas no Brasil e seus desafios. Leia mais aqui.