Octavio Amorim Neto

Doutor em Ciência Política pela Universidade da Califórnia, campus de San Diego (1998); Mestre em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (1991); Graduado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1987). Professor da EBAPE/FGV

As táticas de Lula e o fim da direita envergonhada

No dia 8 de novembro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi solto após 580 dias de prisão na sede da Superintendência da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba. A soltura do ex-presidente foi decorrência direta da decisão tomada, no dia anterior, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), segundo a qual um réu só pode ser preso após o trânsito em julgado, revogando, portanto, a jurisprudência que, desde 2016, havia possibilitado a prisão logo após a condenação em segunda instância.

A estratégia minoritária de Bolsonaro

Passados quase nove meses desde a posse de Bolsonaro, não há mais dúvida a respeito da estratégia minoritária de governo implementada pelo presidente. São duas suas dimensões fundamentais: a decisão de não formar uma maioria legislativa estável, conquanto não se dispensem maiorias ocasionais e, agora, se tente formar uma base de aliados fiéis; e um modo de comunicação com a população que apela, quase que exclusivamente, a nichos específicos do eleitorado e, enfaticamente, exclui outros.

Cenários para as relações Bolsonaro-Militares

Tidos como um dos pilares do atual governo, quase todos os militares de alta patente que atuam no Palácio do Planalto foram duramente insultados, nas últimas semanas, pelas alas radicais do bolsonarismo com acesso desimpedido ao ouvido presidencial. Jair Bolsonaro – ex-capitão do Exército e, hoje, comandante-em-chefe das Forças Armadas – não se solidarizou com os generais que servem à sua gestão.

O governo Bolsonaro e a questão militar

Com a posse de Bolsonaro e de seus ministros no primeiro dia de 2019 e, depois, com a nomeação de vários titulares de importantes cargos do segundo e terceiro escalões do Executivo Federal, ficou patente a ampla fatia de poder que os militares terão sob o novo presidente, sem falar no seu vice, o general de quatro estrelas Hamilton Mourão[1].

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