Manoel Pires

É pesquisador associado do IBRE desde 2016. Foi Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e Chefe da Assessoria Econômica do Ministério do Planejamento. É doutor em economia pela UnB. Desenvolve pesquisa na área de macroeconomia aplicada e finanças públicas. Coordena o Observatório de Político Fiscal do IBRE.

Black Friday do cheque especial

Às vésperas da Black Friday, o Banco Central anunciou que introduziria um teto de 8% a.m. (151% a.a.) para a taxa de juros do cheque especial. Além disso, permitiria a cobrança de uma tarifa de até 0,25% a.m. sobre o montante disponibilizado na conta corrente do cliente que exceder R$ 500,00. Essa tarifa será dispensada caso haja a contratação da operação.

A PEC da emergência fiscal não está corretamente calibrada

O governo federal encaminhou três propostas de emenda à constituição. A primeira foi apelidada de PEC da emergência fiscal, a segunda de PEC do pacto federativo e a terceira de PEC dos fundos. É possível dizer que essas propostas representam o início do programa de governo bolsonarista tendo em vista que a reforma da previdência era aguardada por todos independente do vencedor das eleições. Esse post irá analisar o regime de emergência fiscal.

A PEC da emergência fiscal

Política fiscal reloaded

Existem duas dimensões principais no debate de política fiscal. A primeira é o seu papel na estabilização macroeconômica: controle da dívida pública, estabilização do ciclo econômico e da inflação. A segunda refere-se ao papel no desenvolvimento econômico: crescimento de longo prazo, distribuição de renda e proteção social.

Temas que devem ser incluídos na reforma tributária

A Emenda Constitucional 45 em discussão no Congresso Nacional propõe uma importante reforma no sistema de tributação nacional. Ela unifica os impostos indiretos federais, estaduais e municipais e os transforma em um imposto sobre valor adicionado (IVA), o que a PEC chama de imposto sobre bens e serviços (IBS). Essa é uma reforma importante que corrigirá distorções relevantes no sistema tributário nacional, unificando alíquotas e eliminando muitos regimes especiais.

Por que a recuperação tem sido a mais lenta de nossa história?

Introdução

A atual crise econômica brasileira não encontra paralelo na história do país. Depois de dois anos consecutivos, 2015 e 2016, de forte contração do PIB, e outros dois, 2017 e 2018, de baixo crescimento, a economia encontra-se praticamente estagnada e flertando com a volta da recessão neste ano de 2019.

Como resolver a crise dos Estados?

O Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE), em parceria com o Jornal Valor Econômico, organizou no dia 6 de maio um seminário sobre a crise financeira dos Estados, em Brasília, com título análogo ao deste artigo. Neste evento, estiveram presentes dois ex-Ministros da Fazenda, quatro Secretários de Fazenda e vários outros técnicos e especialistas para debater as alternativas disponíveis para resolver a crise dos Estados em um debate bastante propositivo.

Efeitos fiscais da queda da taxa de juros no Brasil

Existe um importante debate sobre a conveniência de retomar um novo processo de flexibilização monetária na economia brasileira, posição sobre a qual tenho me manifestado favoravelmente. Mais importante, acredito que, pelo cenário atual, existem condições para que a taxa de juros permaneça baixa por um período longo, o que deve abrir espaço para novas reformas no desenho do sistema financeiro brasileiro constituído a partir de uma realidade de juros e inflação elevados.

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