Manoel Pires

É pesquisador associado do IBRE desde 2016. Foi Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e Chefe da Assessoria Econômica do Ministério do Planejamento. É doutor em economia pela UnB. Desenvolve pesquisa na área de macroeconomia aplicada e finanças públicas. Coordena o Observatório de Político Fiscal do IBRE.

As principais reações à crise do Covid-19

A crise do Covid-19 se espalhou no mundo. Uma pesquisa realizada pelo IGM Forum Survey mostra que entre os economistas europeus, 82% acreditam que a economia entrará em recessão. Entre os economistas norte-americanos, 62% acreditam nessa possibilidade. A cooperação federativa foi apontada como um ponto de vulnerabilidade importante sobre a capacidade de resposta europeia, um resquício da crise do Euro. A reação inicial consiste em dar liquidez imediata aos mercados, empresas e famílias.

Algumas lições de 2008 para a crise atual

Há grande apreensão sobre o impacto do coronavírus que se espalhou no mundo e chegou ao Brasil atingindo a economia brasileira em estágio de desaceleração. A Arábia Saudita decidiu aumentar a produção do petróleo desestabilizando o mercado e colocando em dúvida a viabilidade da produção em vários países. A resposta ideal de política econômica está em entender a profundidade e a duração desses eventos.

Os três equívocos no debate sobre a ociosidade da economia brasileira

O hiato do produto é uma variável não observável que mede o grau de ociosidade da economia e produz reflexos na análise da inflação e nas possibilidades de recuperação da economia brasileira. Quando o PIB potencial é superior ao PIB efetivo, o hiato se torna negativo indicando haver ociosidade na economia. Como o PIB potencial não é observável, o hiato do produto é alvo de controvérsias que refletem visões diferentes sobre sua mensuração e como interpretá-lo.

Recuperação lenta ocorre sem aumento de produtividade

É fato bem documentado que o país atravessa uma recuperação atipicamente lenta para padrões históricos depois da crise econômica encerrada no final de 2016. Entender o que deu errado no pós-crise é importante para enfrentar os desafios que estão postos, concentrar esforços no que é mais relevante e encontrar soluções para combater o quadro de estagnação econômica e elevado desemprego que afligem o país.

O tal ponto G da economia

O debate de política fiscal é bastante controverso porque existem argumentos, teorias e evidências que podem ser utilizados para justificar medidas de política econômica bastante distintas. É mais complexo ainda porque a economia do setor público envolve noções de bem-estar que variam muito a depender do interlocutor e envolve forte juízo de valor das pessoas.

O shut down das estatísticas econômicas

Em qualquer país o governo é o principal produtor e consumidor de estatísticas. Na busca do interesse público, é o principal interessado, pois suas utilidades são as mais variadas. As estatísticas são úteis para a definição de políticas públicas em várias áreas. No controle de epidemias é necessário saber onde ocorre a concentração dos casos para identificar o foco da doença e iniciar o controle.

A era das expectativas rebaixadas

Os dados econômicos no Brasil apresentam claros sinais de melhora. O PIB do terceiro trimestre avançou 0,6%. Em termos anualizados, corresponde a taxa de crescimento de 2,4%. Esse resultado, apesar de positivo, não tem nada de excepcional, mas usar o melhor resultado do PIB dos últimos sete trimestres para projetar uma aceleração ainda mais forte da recuperação econômica para o próximo ano foi o exercício preferido de vários economistas nas últimas semanas.

Black Friday do cheque especial

Às vésperas da Black Friday, o Banco Central anunciou que introduziria um teto de 8% a.m. (151% a.a.) para a taxa de juros do cheque especial. Além disso, permitiria a cobrança de uma tarifa de até 0,25% a.m. sobre o montante disponibilizado na conta corrente do cliente que exceder R$ 500,00. Essa tarifa será dispensada caso haja a contratação da operação.

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