Manoel Pires

Coordenador do Observatório de Política Fiscal do FGV/IBRE e pesquisador da UnB. Foi Coordenador de Política Fiscal na SPE entre 2008 e 2010 e Chefe da Assessoria Econômica do Ministério do Planejamento em 2015.

Um conto orçamentário de Natais passados

O ano era 2010. O país havia sido bem-sucedido no combate à crise financeira apresentando crescimento excepcional e inflação controlada. É importante ter a dimensão histórica: foi a primeira vez que o país adotou políticas para mitigar os efeitos da crise e saíra fortalecido, fato comemorado na famosa capa da revista The Economist em que o Cristo Redentor decolava.

Explorando os gatilhos da Emenda Constitucional emergencial

O Congresso Nacional aprovou a Emenda Constitucional da emergência fiscal na última semana. Ainda existem dúvidas sobre o alcance de todos os dispositivos, pois em um texto constitucional não é possível ser exaustivo o que cria dúvidas que serão sanadas com o tempo. Neste artigo, me proponho a analisar com mais detalhes o funcionamento dos gatilhos.

O pacote Biden: estímulo fiscal ou um novo acordo?

O pacote fiscal de US$ 1,9 trilhão, apresentado por Joe Biden, foi aprovado pela Câmara e agora segue para o Senado. A proposta cercou-se de polêmica quando Lawrence Summers, ex-Secretário do Tesouro, argumentou que o pacote gerará pressões inflacionárias por significar um estímulo muito superior à necessidade da economia.

É um erro desfazer todas as políticas no meio da crise

No final do ano passado, a expectativa de vacina criou esperanças de que a crise pudesse entrar na sua fase final. A dificuldade com a vacinação em escala global era previsível, no entanto. Faltam insumos para produção na escala necessária, existem problemas diplomáticos e logísticos. No Brasil, a imprudência governamental nos coloca no final da fila e a melhor previsão possível é que atinjamos um bom índice de imunização no final do semestre.

Recuperação, investimentos públicos e regras fiscais

O PIB do 3º trimestre registrou recuperação, mas insuficiente para compensar o tombo do primeiro semestre. A retomada da economia é composta de uma parte automática porque as restrições de mobilidade foram eliminadas e de uma parte que reflete a enorme quantidade de estímulos monetários e fiscais. A posição atual situa-se 3,9% abaixo do mesmo período do ano anterior e no mesmo nível de março de 2011.

Governo deve interpretar a segunda onda no exterior

Ao longo das últimas semanas vários países europeus adotaram medidas restritivas em função da segunda onda de coronavírus. O número de novos casos é muito superior ao que observamos na primeira onda, mas o número de internações hospitalares e mortes, por sua vez, crescem mais lentamente. As medidas restritivas adotadas até o momento são menos agressivas caracterizando, por enquanto, maior preocupação com suas repercussões econômicas.

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