Manoel Pires

É pesquisador associado do IBRE desde 2016. Foi Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e Chefe da Assessoria Econômica do Ministério do Planejamento. É doutor em economia pela UnB. Desenvolve pesquisa na área de macroeconomia aplicada e finanças públicas. Coordena o Observatório de Político Fiscal do IBRE.

O ajuste possível 5: Evolução e avaliação dos subsídios

O Governo Federal iniciou uma importante mudança em parte das suas operações de crédito ao adotar a taxa de longo prazo (TLP) em substituição à TJLP. Essa mudança tem várias implicações para a política creditícia federal, pois essas taxas remuneram o fundo público que oferece o recurso para financiamento. Na prática, representam o custo de captação da agência pública que realiza a política creditícia.

O ajuste possível 4: Despesas com pessoal, desajuste nas regras fiscais e corporativismo no setor público

A despesa com pessoal, incluindo os inativos, representa 22% do total das despesas do Governo Federal e é o segundo item mais importante de despesa, respondendo por R$ 257 bilhões. Segundo estudo dos economistas Gobetti e Orair (2016)[1], considerando as três esferas de governo, a despesa com a folha chega a 14,5% do PIB.

O ajuste possível 3: O debate sobre o salário mínimo

Dando continuidade ao debate fiscal, um elemento importante na determinação da dinâmica previdenciária, assistencial e trabalhista é a política de reajustes do salário mínimo, pois afeta aproximadamente 68% dos benefícios previdenciários, o que corresponde a R$ 275 bilhões, e indexa as políticas de emprego (abono e seguro desemprego) e os benefícios assistenciais da LOAS. A política do salário mínimo, portanto, afeta 30% de toda a despesa primária federal, ou R$ 383 bilhões.

O ajuste possível 2: Alguns elementos para o debate sobre a previdência

No meu texto anterior afirmei que alguns temas são extremamente importantes para o país e que devem ser objeto de debate na sociedade para a formação das prioridades do próximo governo a ser eleito. Vou iniciar pelo que acredito ser o item mais importante dessas reformas em função dos vários efeitos sobre a sociedade brasileira que é a reforma da previdência.

O ajuste possível

O governo federal vem tentando equilibrar a política fiscal desde 2015 e na medida em que a reforma da previdência fica mais distante, mais um capítulo se encerra. O governo ainda tem algumas medidas de ajuste de curto prazo, mas que também vão cada vez mais fazendo parte do passado. Neste ano, portanto, completamos um ciclo de quatro anos de um processo muito difícil e desgastante para todos.

Ajuste macroeconômico, mecanismos de desalavancagem e reforma tributária

A economia brasileira iniciou sua recuperação em 2017 depois de três anos de recessão conforme apontou o CODACE. O debate, que no começo do ano era sobre se a recuperação estava ou não ocorrendo, mudou para se a recuperação será ou não a mais lenta da nossa história.

O debate econômico não precisa de espantalhos

O principal trabalho de um economista é buscar a dimensão correta das questões econômicas envolvidas em um determinado problema. Uma contribuição recente dentro desse espírito foi realizada por Bráulio Borges do IBRE que fez um exercício para avaliar qual o efeito das circunstâncias externas à política econômica na recessão de 2014-16.

A armadilha da busca de receitas extraordinárias a qualquer custo

O governo federal anunciou que terá que mudar a meta fiscal neste e no próximo ano. A promessa atual é estabilizar o déficit fiscal em R$ 159 bilhões durante este mandato. Nos últimos anos, esse enredo tem se repetido, mas este ano ficou mais claro junto à opinião pública a importância da queda das receitas na recessão e que o recurso à obtenção de receitas extraordinárias para preencher parte desta perda possui limites.

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